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Ondas de calor atingem Ásia, Europa e América do Norte em meio ao avanço do El Niño; veja mapa

Aug 5, 2026 IDOPRESS

Onda de calor mata 16 pessoas na Coreia do Sul e leva Seul a emitir alerta máximo — Foto: AFP

Ondas de calor extremo atingem diferentes regiões do mundo,deixando mortos na Coreia do Sul,agravando a crise pós-terremoto no Japão,alimentando incêndios florestais na Europa e na América do Norte. Especialistas apontam que a combinação de calor intenso e falta de chuva tem ampliado a frequência e a gravidade dos incêndios,em um cenário agravado pela intensificação do El Niño,que deve alterar os padrões de chuva nos próximos meses,favorecendo períodos mais quentes e secos em algumas regiões e aumentando o risco de chuvas intensas e enchentes em outras.

Contexto: Onda de calor mata 16 pessoas na Coreia do Sul e leva Seul a emitir alerta máximo42,5°C: Coreia do Sul registra maior temperatura da história e manda população interromper atividades ao ar livre

Confira as regiões mais afetadas atualmente pelas ondas de calor:

Calor intenso se espalha pelo mundo — Foto: Editoria de Arte / O Globo

Ásia

Entre 15 de maio e 3 de agosto,o calor intenso já provocou 19 mortes na Coreia do Sul,segundo a Agência Coreana de Controle e Prevenção de Doenças,acrescentando que 2.221 pessoas precisaram de atendimento por doenças relacionadas às altas temperaturas.

O país também bateu o recorde de calor três vezes na última semana. No domingo,foi registrada a temperatura mais alta de todos os tempos: 42,5°C na cidade de Yangsan. Nesta terça-feira,toda a capital Seul estava sob o nível máximo de alerta para uma "onda de calor severa",já que as previsões indicavam que as temperaturas chegariam novamente a 40°C.

Diante do quadro,o presidente Lee Jae Myung classificou a onda de calor como um "desastre nacional" nesta terça-feira e pediu às autoridades que aumentem o apoio às pessoas afetadas. A categoria de "alerta de onda de calor severa" foi introduzida na Coreia do Sul neste ano,seguindo o exemplo de outras categorias semelhantes adotadas por outros países.

Pessoas se refrescam em uma área com aspersores de água em uma rua de Seul — Foto: AFP

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Por sua vez,na vizinha Coreia do Norte,a imprensa estatal orientou a população a evitar atividades ao ar livre e recomendou que agricultores adotem medidas para proteger as plantações do calor intenso. Segundo as autoridades,foram registradas temperaturas próximas de 40°C em partes da Coreia do Norte e uma sequência de noites "tropicais" em Pyongyang,mas não foram divulgados dados sobre mortes ou problemas de saúde relacionados ao calor.

Já no Japão,o calor extremo dificultou as operações de socorro após o terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Kumamoto,em 28 de julho. Com temperaturas acima de 38°C,mais de 46 mil famílias continuam sem abastecimento de água,enquanto milhares de pessoas seguem em abrigos ou dormem em carros por medo de novos tremores.

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No domingo,autoridades japonesas confirmaram a morte de uma mulher de 70 anos,aparentemente por insolação,enquanto se abrigava em um carro,elevando para 38 o total de mortes relacionadas ao terremoto.

O calor também tem afetado animais no país,levando à morte de três leoas por doenças relacionadas ao calor no Zoológico de Tama,em Tóquio. Chamadas Mugi,Ichigo e Ruena,as leoas morreram com cinco dias de diferença,segundo um comunicado divulgado pela instituição nesta segunda-feira.

Europa

Enquanto isso,na Europa o aumento das temperaturas soma-se a um período já excepcional de calor e escassez de chuvas nos últimos meses,com vários recordes locais quebrados,e incêndios florestais de grandes proporções.

Esta foto mostra um incêndio florestal queimando árvores na região da Beócia,a oeste de Atenas,em 2 de agosto de 2026 — Foto: ARIS OIKONOMOU / AFP

Na Grécia,bombeiros gregos ainda tentaram conter,nesta terça-feira,um incêndio florestal nos arredores de Atenas,que já dura cinco dias.

Os incêndios florestais causaram a morte de cinco bombeiros desde a semana passada. Dois deles morreram no domingo em um acidente com um helicóptero Bell enquanto operavam nos arredores da zona oeste de Atenas,e outros três bombeiros morreram na semana passada em Creta e no Peloponeso.

Na França,julho de 2026 foi o mês mais quente e um dos mais secos já registrados no país desde o início das medições,em 1900,em meio aos efeitos cada vez mais intensos das mudanças climáticas. Com uma temperatura média de 24,9°C,o mês passado superou os recordes anteriores da onda de calor de agosto de 2003 (24,8°C) e de julho de 2006 (24,4°C),anunciou o serviço meteorológico nacional. O excesso de temperatura foi de +3,8°C em comparação com o normal (período de 1991 a 2020).

Com um déficit de chuvas de quase 70%,julho foi também o terceiro mês de julho mais seco já registrado na França,agravando ainda mais a aridez do solo. No final de julho,um incêndio de grandes proporções devastou milhares de hectares e casas em Gironde,no sudoeste do país.

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A Áustria,por sua vez,bateu seu recorde histórico de calor,com 41°C registrados em Viena,anunciou nesta terça-feira o serviço meteorológico GeoSphere Austria. O país europeu registrou o quarto julho mais quente de sua História e,"em algumas estações de medição,o déficit de precipitação chegou a 90%",segundo a GeoSphere Austria.

Também houve incêndios florestais na Holanda. Centenas de bombeiros combatiam nesta terça-feira um incêndio florestal no sudeste do país,perto da fronteira com a Alemanha,após as chamas consumirem cerca de 100 hectares desde o início do fogo,na segunda-feira,em uma reserva natural próxima à vila de Oostrum.

América do Norte

Incêndios e altas temperaturas também têm sido registradas nas últimas semanas nos Estados Unidos. Nesta terça-feira,autoridades da cidade de Spokane lutaram para extinguir três incêndios florestais violentos nesta cidade do nordeste dos EUA,onde um homem foi preso em conexão com a origem do incêndio que forçou a retirada de mais de 65 mil pessoas.

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As chamas,alimentadas pela seca e pelo calor intenso na área que circunda esta cidade de cerca de 260 mil habitantes,já queimaram mais de 4 mil hectares e afetaram infraestruturas vitais,enquanto famílias angustiadas aguardam notícias sobre quando poderão retornar às suas casas.

Uma mulher e seu marido procuram pertences nos escombros de sua casa,destruída pelo incêndio em Spokane,Washington,em 4 de agosto de 2026 — Foto: JOSH EDELSON / AFP

O homem de 37 anos,identificado como Aaron Farinacci,foi preso como suspeito de ter iniciado o maior dos três incêndios,disse o xerife do condado de Spokane,John Nowels,em uma entrevista coletiva na noite de segunda-feira.

São esperadas temperaturas mais baixas na terça-feira,embora o alívio seja breve,já que temperaturas de 30°C ou mais são previstas para meados da semana.

Com agências internacionais.