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Tarifaço: setores cobram mais socorro e mudanças na devolução de impostos a exportadores

Jul 24, 2026 IDOPRESS

O presidente Lula durante anúncio de socorro para empresas afetadas pelo tarifaço de Trump — Foto: Brenno Carvalho/Agência O Globo

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GERADO EM: 23/07/2026 - 21:22

Governo Lula reforça crédito de R$ 18,5 bi para exportadores afetados por tarifas dos EUA

O governo Lula anunciou um reforço de R$ 18,5 bilhões em linhas de crédito do Brasil Soberano para apoiar exportadores afetados por novas tarifas dos EUA. Embora setores como máquinas e calçados vejam positivamente o reforço,pedem mais medidas,como a ampliação do Reintegra,que devolve impostos a exportadores. Empresários destacam a necessidade de soluções estruturais para aumentar a competitividade.

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Após o anúncio do novo Brasil Soberano,setores de máquinas,calçados e outros cobram mais medidas do governo. O empresariado viu com bons olhos a celeridade do Palácio do Planalto no reforço da linha de crédito e avalia que a iniciativa está adequada,embora ainda dependa de alguns detalhes,como contrapartidas e critérios de acesso. No entanto,afirmam que outras formas de socorro seriam fundamentais para mitigar o prejuízo que os exportadores afetados pelo novo tarifaço dos Estados Unidos terão.

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Nesta quarta-feira,dia em que começou a valer a nova taxa de 25% para parte das mercadorias brasileiras enviadas ao território americano,o governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou um reforço de R$ 18,5 bilhões nas linhas de crédito do Brasil Soberano,que têm juros subsidiados. Deste montante,R$ 13,5 bilhões são recursos do Tesouro Nacional e o restante do BNDES.

Além das empresas afetadas pelo tarifaço,o programa vai atender exportadores prejudicados por conflitos internacionais,principalmente aqueles que enviam produtos para países do Golfo Pérsico,e setores estratégicos,como fertilizantes e minerais críticos.

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As taxas de juros de remuneração dos recursos do Tesouro já foram definidas:

Linha Minerais Críticos: 3,00%Investimento: 6,50%Bens de Capital: 8,00%Giro Exportação: 8,30%Giro MPME: 8,30%Giro Grande: 9,80%

Os setores estratégicos só poderão acessar as linhas de investimento e bens de capital,enquanto as demais empresas-alvo da medida poderão escolher livremente as linhas que têm interesse. Já as contrapartidas e os critérios para aceder ao crédito ainda serão definidos na regulamentação. No ano passado,foi exigido o compromisso de manter o saldo nominal de empregos,mas os empresários pediram mudanças ao governo,porque entendem que a manutenção integral é rígida demais.

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O presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq),José Velloso,celebra a rapidez do governo federal para anunciar o reforço na linha de crédito e diz que o recurso disponibilizado parece suficiente.

Velloso também considerou as condições financeiras estabelecidas pelo governo adequadas,mas avaliou que o spread dos bancos repassadores,que é de até 5%,poderia diminuir.

Velloso afirma,por sua vez,que a medida mais importante para ajudar na competitividade do produto brasileiro após a taxação adicional dos EUA seria o Reintegra,programa que permite a devolução de parte dos tributos pagos ao longo da cadeia de produtos de mercadorias vendidas ao exterior. Atualmente,para grandes empresas,o percentual é de 0,1%.

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A Abimaq defende o aumento para 3%. Ainda assim,na casa da indústria de máquinas,os resíduos tributários acumulados superam 5,5%.

— Os resíduos de tributos acumulados nas cadeias produtivas de máquinas e equipamentos são superiores a 5,5%. O ideal seria 5,5%.

O diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit),Fernando Pimentel,afirma que o anúncio do governo mostra a preocupação em dar ajuda para o setor produtivo no momento de início de vigência das tarifas e que aguarda a publicação do regulamento para avaliar as condições de acesso. Além do Reintegra,o executivo também afirma que é necessário avançar em soluções estruturais.

— A solução estrutural é reduzir o Custo Brasil,é trabalhar na competitividade,na produtividade,na igualdade tributária e regulatória,taxar as pequenas encomendas. Do lado financeiro,(o Brasil Soberano) é positivo sim.

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Já o presidente da Associação Brasileira de Indústrias Calçadistas (Abicalçados),Haroldo Ferreira,explica que está esperando a regulamentação para avaliar a adequação do apoio financeiro proposto pelo governo. Uma das preocupações é com a exigência de manutenção de empregos.

— Não queremos desligar trabalhadores,até porque estão faltando trabalhadores,mas como pegar recurso de capital de giro sem saber se pode se comprometer com esse pré-requisito? Pode inviabilizar uma empresa que está precisando agora de auxílio financeiro — Além disso,o Reintegra,que é de 0,1%,mas pode chegar a 5% pela lei,é um auxílio financeiro que não é um empréstimo.