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Disputa interna e impasse com siglas de centro: entenda por que Flávio terá de oficializar candidatura sem vice definido

Jul 22, 2026 IDOPRESS

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),pré-candidato à Presidência,em debate na CNI — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo

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GERADO EM: 21/07/2026 - 22:38

Flávio Bolsonaro é candidato à Presidência pelo PL sem vice definido

Flávio Bolsonaro será oficializado pelo PL como candidato à Presidência sem vice definido,devido a impasses com partidos do Centrão. A estratégia é manter a vaga aberta até 5 de agosto,prazo final para alianças formais. O Republicanos é o único partido aberto a negociações,mas exige acordos estaduais. Daniella Marques é cotada como vice,mas enfrenta resistência interna no PL. Tereza Cristina recusou o convite para compor a chapa.

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Sem sucesso na tentativa de atrair partidos do Centrão para uma coalizão,Flávio Bolsonaro (PL-SP) será oficializado como o candidato do PL à Presidência no sábado,em convenção nacional da sigla,sem a definição de um vice. O filho do ex-presidente Jair Bolsonaro ainda tenta articular uma ofensiva em conversas com dirigentes da federação União Brasil-PP e do Republicanos,mas apenas o último partido demonstrou abertura para negociar — ainda assim,em meio a dificuldades. Na terça-feira,a senadora Tereza Cristina (PP-MS),uma das cobiçadas para o posto,voltou a declinar oficialmente o convite.

Após citar dado falso sobre urna a diplomatas: Flávio diz que 'não coloca em dúvida o processo eleitoral brasileiro'Eduardo rebate crítica de Caiado a 'green card': 'É o preço que o senhor paga para participar dos coquetéis do STF?'

Liderando uma pré-campanha tumultuada,Flávio ainda não conseguiu repetir o feito do pai em 2022,quando ele reuniu essas legendas para disputar a eleição. Além da disputa familiar,com desentendimento público com a madrasta Michelle Bolsonaro,o senador acumula desgastes junto ao eleitorado desde que os diálogos com Daniel Vorcaro,dono do Banco Master,foram revelados,com impacto em pesquisas de intenção de voto.

Agora,a estratégia da campanha do PL é manter a vaga aberta após a convenção e deixar a definição para até 5 de agosto,prazo final previsto pela Justiça Eleitoral para a aliança formal:

— Até o dia 5 de agosto temos interesse em ter o apoio da federação (União-PP). O tempo de televisão permite que a campanha possa mostrar o candidato e responder às críticas. Estamos construindo também com Republicanos e Podemos — disse o coordenador da campanha,Rogério Marinho (PL-RN).

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Entre aliados,a indefinição do nome do vice é justificada pela demora nas conversas com o Republicanos. Também é citada a falta de consenso dentro do próprio PL sobre quem deve estar na chapa,disputa que ganhou força nas últimas semanas e expôs divergências entre diferentes alas do partido.

A economista Daniella Marques,ex-presidente da Caixa Econômica Federal,segue entre os nomes mais cotados. Filiada ao Republicanos neste ano,ela se aproximou de Flávio ao longo da pré-campanha e passou a atuar na elaboração de propostas econômicas e de políticas voltadas ao eleitorado feminino. Sua eventual indicação,porém,está diretamente ligada ao avanço das negociações entre os dois partidos.

O Republicanos condiciona uma aliança nacional à resolução de impasses estaduais e cobra apoio do PL em quatro estados considerados estratégicos. Até o momento,apenas o Espírito Santo tem acordo fechado,com o apoio ao ex-prefeito de Vitória Lorenzo Pazolini.

Além da negociação com o Republicanos,Daniella enfrenta resistências dentro do próprio PL. Em entrevista ao GLOBO na semana passada,o presidente nacional da legenda,Valdemar Costa Neto,afirmou que a economista reúne qualidades técnicas,mas não agregaria votos à chapa.

Resposta negativa

Na terça-feira,Valdemar fez uma nova tentativa de convencer a senadora Tereza Cristina a integrar a chapa como candidata a vice. Em reunião realizada pela manhã,em Brasília,o dirigente voltou a defender a aliada como o melhor nome para a composição,mas ouviu da ex-ministra da Agricultura que ela continuará dedicada ao projeto de disputar a presidência do Senado em 2027.

Valdemar confirmou a reunião e reconheceu que Tereza não será vice de Flávio. Procurada,a senadora não se manifestou.

Além de Daniella e Tereza,as deputadas Simone Marquetto (PP-SP) e Clarissa Tércio (PP-PE) chegaram a ser cogitadas. A possibilidade de uma composição com parlamentares do PP,no entanto,perdeu força diante da sinalização da federação União Brasil-PP de que deverá permanecer neutra na disputa presidencial.

Nos últimos dias,o presidenciável telefonou para os presidentes do PP,Ciro Nogueira,e do União Brasil,Antonio Rueda,e planejava aproveitar a convenção estadual da federação União Progressista,realizada na segunda-feira,em São Paulo,para conversar pessoalmente com ambos. Os dois,não compareceram ao evento,assim como Marcos Pereira,que chefia o Republicanos.

Até agora,Flávio conseguiu confirmar apenas um encontro com Ciro,marcado para hoje,em Brasília. Com Rueda e Marcos Pereira,ainda não há previsão de agenda. O cacique do Republicanos tem reclamado abertamente do que considera uma falta de esforço do senador Rogério Marinho pelas articulações regionais.