
Bap,presidente do Flamengo,e José Boto no Ninho do Urubu — Foto: Marcelo Cortes / Flamengo
GERADO EM: 05/06/2026 - 19:09
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Ao contrário das últimas duas janelas marcadas por contratações de valores recordes,o Flamengo não terá o mesmo fôlego para investimentos em jogadores no meio deste ano. O orçamento mais enxuto para buscar os reforços pedidos pelo torcedor e pelo treinador Leonardo Jardim não significa uma quebra nos cofres rubro-negros,mas apenas uma limitação imposta pelo fluxo de caixa.
Em 2025,o clube teve diversas fontes de renda especiais,como a premiação da participação na Copa do Mundo de Clubes e as vendas de Gerson e Wesley para o futebol europeu. Com dinheiro sobrando,a diretoria bateu o recorde de contratação com os 25 milhões de euros (cerca de R$ 163 milhões à época) pagos por Samuel Lino. No início deste ano,após uma temporada vitoriosa,o Flamengo redobrou a aposta e pagou 42 milhões de euros (cerca de R$ 260 milhões) por Lucas Paquetá.
Agora,porém,a situação é diferente,e o rubro-negro prioriza segurar as pontas para arcar com as parcelas dos compromissos já firmados. De um ano para cá,Carrascal,Emerson Royal,Andrew e Vitão foram outros nomes que a diretoria investiu alguns milhões de euros para adicionar ao elenco.

Lucas Paquetá fechou o placar na vitória do Flamengo sobre o Cusco pela Libertadores no Maracanã — Foto: Alexandre Cassiano
Internamente,o Flamengo admite que algum fôlego extra no mercado precisará estar necessariamente atrelado a vendas que forem feitas no meio do ano. Jogadores como Everton Cebolinha,Luiz Araújo,Erick Pulgar e Ayrton Lucas convivem com chances de saída,mas não há nada concretizado.
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O rubro-negro estima um faturamento de R$ 1,8 bilhão para o orçamento de 2026,valor superior ao R$ 1,6 bilhão projetado em 2025. Porém,é menor em relação ao que o clube efetivamente faturou no último ano: um recorde histórico de pouco mais de R$ 2 bilhões. Ou seja,são expectativas que vão mudando à medida que novas receitas aparecem,entre elas as premiações por títulos.
Dentro desse contexto,entra principalmente a necessidade de o departamento de futebol saber garimpar o mercado em busca de opções mais baratas,e que se encaixem no modelo de jogo da equipe. Esta foi uma das principais atribuições que levou o presidente Luiz Eduardo Baptista a contratar o diretor José Boto há um ano e meio,por ser um especialista em scouting.
Porém,Juninho foi a única contratação que se encaixou neste perfil na atual gestão,e acabou se mostrando um erro. Inclusive,o atacante foi a única venda do Flamengo neste ano,indo para o Pumas (México) pelo mesmo valor que foi comprado: cinco milhões de euros (R$ 32 milhões).
Evidentemente,a diretoria também trabalha com a possibilidade de encontrar oportunidades de mercado. Foi o caso de Paquetá,que manifestou o desejo de voltar ao clube que o revelou,e agiu nos bastidores para viabilizar a transferência.

Leonardo Jardim após goleada do Flamengo sobre o Medellín — Foto: Gilvan de Souza/Flamengo
Hoje,as prioridades do Flamengo são contratar um centroavante e um meia de criação reservas,para oferecerem alternativas a Pedro e Arrascaeta. Posições como volante e ponta também podem virar prioridades em caso de eventuais saídas. Mas,para além dos setores,o clube também foca no perfil de jogador. O departamento de futebol quer contratar nomes que atendam a três características: técnica,saúde física e velocidade.
— O Flamengo é uma equipe que,em todos os mercados,busca aumentar o leque dos seus jogadores para melhor. Características que são importantes para jogar no Flamengo: técnica,porque temos o controle do jogo,e saúde física. Sabemos o desgaste do campeonato,sabemos a importância de ter jogadores com intensidade. Sabemos a importância de ter jogadores técnicos porque temos muito a bola e execuções rápidas,atletas com alguma velocidade. Isso é muito importante — afirmou Leonardo Jardim.