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Yuan atinge máximo face ao dólar em três anos após anúncio de cessar-fogo

Apr 8, 2026 IDOPRESS
A moeda chinesa, o yuan, negociava hoje no seu nível mais elevado desde fevereiro de 2023 face ao dólar norte-americano, depois de o Irão e os Estados Unidos terem confirmado um cessar-fogo de duas semanas.

Pelas 11h00 locais (03h00,em Lisboa),a taxa 'onshore' -- negociada nos mercados internos -- situava-se em cerca de 6,8291 yuan por dólar,após ter valorizado quase 1% ao longo da última semana.

 

O Banco Popular da China (banco central) fixou o câmbio de referência para hoje em 6,8680 yuan por dólar,o nível de maior valorização da moeda chinesa desde abril de 2023,segundo a agência de notícias Bloomberg.

A mesma fonte destacou que os analistas esperavam que o banco central anunciasse uma valorização ainda mais acentuada,pelo que a decisão sinaliza uma preferência por uma apreciação mais gradual da moeda.

A taxa fixada pelo banco central é determinante para a cotação 'onshore' do yuan,uma vez que esta só pode oscilar dentro de um intervalo diário máximo de 2%,quer em apreciação quer em depreciação.

Desde os últimos dias de 2025,essa taxa ultrapassou a barreira psicológica das 7 unidades por dólar,pela primeira vez desde maio de 2023,embora só a 23 de janeiro o banco central tenha fixado também o câmbio oficial nesses níveis.

A evolução recente do yuan face ao dólar não se explica apenas pela situação no Médio Oriente,já que a sua valorização ocorreu após a trégua comercial entre a China e os Estados Unidos e a desvalorização da moeda norte-americana - esta inserida num novo ciclo de descida das taxas de juro -- entrentanto interrompido pelo impacto da guerra no Irão -- e pressionada por receios quanto à política orçamental do país.

No início de 2025,a moeda chinesa aproximou-se de mínimos desde 2007,perante o regresso de Donald Trump à Casa Branca e o receio de uma escalada tarifária entre Pequim e Washington.

Perante esse cenário,analistas apontaram que Pequim estaria a manter a moeda abaixo do seu valor para apoiar a competitividade das exportações,que em 2025 deram o maior contributo para o crescimento do PIB (32,7%) desde 1997,contrastando com a fraqueza da procura interna.

Ainda assim,alguns especialistas já tinham antecipado nas últimas semanas que o banco central procuraria gerir a valorização do yuan,mas não travá-la,prevendo que a moeda chinesa voltará a ultrapassar a barreira das 7 unidades por dólar ao longo de 2026.

Acompanhe aqui AO MINUTO todos os desenvolvimentos sobre o conflito no Médio Oriente.

Notícias ao Minuto | 07:40 - 08/04/2026