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Edinho cobra atuação de ministros a favor de Lula enquanto Planalto restringe posts nas redes por temor do TSE

Jul 17, 2026 IDOPRESS

Edinho Silva nesta terça-feira em solenidade de recebimento de título de cidadão carioca,no Sindicato dos Bancários do RJ — Foto: Divulgação/Ueslei Marcelino

RESUMO

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GERADO EM: 15/07/2026 - 18:31

Edinho Silva exige apoio de ministros a Lula em meio a restrições eleitorais

Edinho Silva,presidente do PT,cobra ministros do governo Lula para apoiarem a gestão,em meio a restrições eleitorais que limitam manifestações e publicidade. O Palácio do Planalto aumentou a vigilância sobre postagens nas redes sociais temendo ações do TSE,que poderiam comprometer a candidatura de Lula. Secom e AGU orientam ministros a evitarem publicações que promovam o presidente,gerando insatisfação entre auxiliares.

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O presidente do PT,Edinho Silva,promoveu um jantar entre ministros do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pedindo que integrantes de primeiro escalão se posicionem de forma favorável à gestão e respaldem o trabalho de suas pastas,apesar das restrições do período de defeso eleitoral,que limita manifestações e publicidade durante a campanha. A cobrança do coordenador da campanha de Lula ocorre ao mesmo tempo em que o Palácio do Planalto aperta o cerco junto a auxiliares na Esplanada por temer que qualquer escorregão nas redes sociais motive ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e possa levar à impugnação da candidatura à reeleição. 

Na noite de terça-feira,em confraternização na casa do ministro da Fazenda,Dario Durigan,Edinho falou sobre as expectativas da campanha,elaboração do plano de governo,cenário político e citou a importância de que cada pasta defenda seus feitos apesar das restrições do período eleitoral.

Edinho reforçou que é importante que os ministros encontrem uma forma calibrar suas falas públicas sem infringir a legislação eleitoral. Um dos objetivos da conversa era evitar que os ministros ficassem recuados no período de embate eleitoral frente às limitações do defeso eleitoral. 

As linhas principais de restrições ao primeiro escalão do governo foram repassadas pela Secretaria de Comunicação Social (Secom) e a Advocacia-Geral da União (AGU),que têm ampliado a lupa por publicações de ministros e orientado o arquivamento de fotos em redes sociais que exaltem o presidente Lula.

Novas postagens nesse sentido também não são recomendadas. Também há orientações sobre horários de publicação e proibição de uso de Wi-Fi do governo para postagens eleitorais. Os pedidos geraram a contrariedade de ministros e integrantes do governo. Para AGU e Secom,a justificativa é que governo não pode dar margem para interpretação de eventuais infrações à lei eleitoral. 

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Em uma reunião na semana passada no Palácio do Planalto com os secretários-executivos dos ministérios,Casa Civil e Secom pediram "diligência" para que ninguém prejudique a campanha de Lula:

“Não é hora de provar lealdade ao presidente Lula,tivemos três anos para fazer isso,agora é hora de sermos diligentes para não impactar a campanha dele”,foi um dos avisos dados.

As reclamações de exagero na conduta da Secom e da AGU ocorrem em um cenário de temor de que as novas regras desmobilizem a militância e gerem medo em funcionários do governo de fazer campanha por Lula — ainda que fora de horário de trabalho,como determina a legislação eleitoral — ou também sejam usadas como desculpa para que integrantes de partidos aliados não se empenhem na campanha.  

A ala do governo que defende a rigidez do defeso eleitoral aponta que a equipe jurídica de Flavio Bolsonaro (PL-RJ),principal adversário de Lula,estará em modo alerta para qualquer deslize de agentes do governo que justifiquem ações no TSE,comandada por Kassio Nunes Marques,indicado pelo seu pai,Jair Bolsonaro (PL).

Também pontuam que a preocupação é correta diante de um cenário de eleição com resultado apertado,em que todo cuidado é justificável. Lula e Kassio Nunes Marques mantém relação cordial e se aproximaram nos últimos meses,o que não dirimiu o clima de desconfiança de aliados do petista com o ministro.