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Michelle renuncia à presidência do PL Muher após crise com Flávio: 'Vou me dedicar aos cuidados do meu marido e filha'

Jul 1, 2026 IDOPRESS

Michelle Bolsonaro — Foto: Beto Barata

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GERADO EM: 30/06/2026 - 20:01

Michelle Bolsonaro renuncia ao PL Mulher após conflitos internos

Michelle Bolsonaro renunciou à presidência do PL Mulher após conflitos com Flávio Bolsonaro. Em nota,ela afirmou que deixará o cargo para se dedicar ao marido,Jair Bolsonaro,em prisão domiciliar,e à filha Laura. A crise teve início com a disputa por candidaturas no Ceará. Apesar de tentativas de reconciliação dentro do partido,Michelle manteve sua decisão e não participará de eventos organizados por Flávio.

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A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro anunciou nesta terça-feira sua saída da presidência do PL Mulher. Em nota divulgada após reunião com o presidente nacional do partido,Valdemar Costa Neto,Michelle afirmou que deixará o comando do segmento feminino para se dedicar "integralmente" aos cuidados do ex-presidente Jair Bolsonaro,que cumpre prisão domiciliar,e da filha do casal,Laura,de 15 anos.

"Venho por meio desta informar que,após muito refletir com o meu marido sobre o momento em que estamos vivendo em nossa família,reuni-me com o presidente do Partido Liberal na tarde de hoje e lhe comuniquei a minha decisão de deixar a Presidência do PL Mulher para me dedicar — integralmente — aos cuidados para com o meu marido e minha filha",escreveu.

Na nota,Michelle agradeceu a Valdemar pela "autonomia" concedida durante sua gestão à frente do PL Mulher e fez um balanço de sua passagem pelo comando do segmento. Ela afirmou que,ao lado das dirigentes estaduais e municipais,ajudou a construir "um grande exército de mulheres de bem" e disse estar convencida de que o movimento continuará crescendo.

A ex-primeira-dama também fez um agradecimento nominal à vice-presidente do PL Mulher,a vereadora Priscila Costa (PL-CE),que ela defendia como candidata do partido ao Senado no Ceará. A disputa em torno da indicação de Priscila foi o estopim da crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro. O enteado defende o nome do deputado estadual Alcides Fernandes (PL-CE).

"Quero agradecer,na pessoa da minha vice-presidente,Priscila Costa,a todas as minhas presidentes estaduais e municipais",escreveu. "As sementes foram lançadas e,em breve,vocês colherão os frutos desse trabalho",concluiu.

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A decisão representa mais um capítulo da crise aberta entre Michelle e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Segundo relatos de aliados ouvidos pelo GLOBO,o encontro com Valdemar foi convocado na tentativa de conter o desgaste provocado pelo embate público entre os dois. Durante a conversa,Michelle afirmou estar "cansada" da política,reclamou de não estar sendo ouvida nas decisões internas do partido e disse que chegou a cogitar colocar sua candidatura ao Senado pelo Distrito Federal à disposição.

De acordo com interlocutores,Michelle afirmou que boa parte de sua rotina hoje é dedicada aos cuidados com Jair Bolsonaro e que os conflitos internos da legenda a fizeram repensar sua permanência na vida política.

Valdemar tentou convencê-la a adiar qualquer decisão definitiva e pediu que evitasse novos pronunciamentos públicos,depois do vídeo divulgado na semana passada,em que Michelle acusou Flávio de tê-la tratado com desrespeito e afirmou que Eduardo e Carlos Bolsonaro promoveram ataques coordenados contra ela nas redes sociais.

A conversa também teve outro objetivo: convencer a ex-primeira-dama a participar da reunião organizada por Flávio nesta quarta-feira com parlamentares e lideranças femininas conservadoras. O encontro marcará o início da elaboração de um programa de governo voltado ao eleitorado feminino,uma das prioridades da pré-campanha do senador.

Michelle,porém,manteve a decisão de não comparecer. Segundo aliados,ela voltou a afirmar que nunca recebeu um convite diretamente de Flávio. "Ele não me ligou para me chamar",teria dito durante a reunião.

Um interlocutor que acompanhou as negociações resumiu que a conversa "não foi muito boa",porque Valdemar esperava sair do encontro com a confirmação de que Michelle participaria do evento ao lado do enteado. A ausência da ex-primeira-dama tende a esvaziar o principal gesto de reaproximação planejado pela campanha desde o início da crise.