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Com onda de calor, cidade portuguesa raciona água e proíbe população de lavar carros e outros usos 'não essenciais'

Jul 10, 2026 IDOPRESS

Cidade portuguesa proibiu cidadãos de uso 'não essencial' da água — Foto: Magnific

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GERADO EM: 08/07/2026 - 21:03

Almada decreta alerta e restringe uso de água em onda de calor

A cidade de Almada,em Portugal,decretou alerta devido à onda de calor que aumentou o consumo de água,pressionando os reservatórios. Medidas temporárias incluem restrições a usos não essenciais,como rega de jardins e lavagem de carros,e cortes no abastecimento noturno. A cidade visa recuperar os níveis de água em duas a três semanas,enquanto autoridades monitoram a situação e fiscalizam desvios indevidos.

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A cidade portuguesa de Almada,na Região Metropolitana de Lisboa,decretou situação de alerta e vai proibir temporariamente diversos usos considerados não essenciais da água após o aumento expressivo do consumo provocado pela onda de calor que atinge o país. Segundo a agência de notícias Lusa,as restrições deverão permanecer em vigor por duas a três semanas e têm como objetivo recuperar os níveis dos reservatórios que abastecem o município.

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De acordo com a prefeitura,as temperaturas elevadas fizeram o consumo de água crescer significativamente nos últimos dias,colocando pressão sobre o sistema de abastecimento. A administração municipal afirma que a prioridade é garantir o fornecimento para consumo humano e serviços essenciais.

Segundo o jornal português Expresso,além das restrições ao consumo,Almada passará a realizar cortes programados no abastecimento de água durante a madrugada,entre 22h e 6h,como forma de permitir a reposição dos reservatórios.

Também de acordo com o Expresso,ficarão proibidos durante o período de alerta:

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Rega de jardins públicos e privados e de campos de golfeLavagem de veículosEnchimento de piscinasUtilização de chuveiros e lava-pés nas zonas balnearesFuncionamento de fontes ornamentais,lagos artificiais e outros equipamentos de uso exclusivamente estético da água;Lavagem de pavimentos externos,pátios,paredes e telhados,exceto quando necessária para a conservação das edificações;Outras utilizações recreativas ou consideradas não indispensáveis.

As medidas foram adotadas após o município identificar uma redução preocupante das reservas de água,consequência da combinação entre as temperaturas extremas que atingem a Europa antes mesmo do início do verão no Hemisfério Norte e o aumento da procura. Em algumas regiões,moradores recorrem à água mineral em garrafas,quando não possuem água na torneira,ainda de acordo com a Lusa. A expectativa das autoridades é que a diminuição do consumo durante as próximas semanas permita restabelecer o nível dos reservatórios e evitar impactos mais graves no abastecimento da população.

Almada vai proibir gastos de água não essenciais para repor reservas

— Vamos ter que ser ainda mais rigorosos e proibir mesmo qualquer rega,não é apenas a pública,a privada,para ver se no espaço de duas semanas,três,conseguimos recuperar alguma folga — afirmou Inês de Medeiros,presidente da Câmara de Almada,em declarações à agência Lusa.

Casas portuguesas estão ficando sem água — Foto: Magnifc

Inês disse ainda que um sistema de distribuição de água por cisterna para as zonas mais críticas está sendo feito,para se poder fornecer água às populações. Ela reforçou ainda que estas medidas vêm acompanhadas do lançamento de uma grande campanha de fiscalização a tudo o que seja "desvio indevido de água".

A prefeitura informou que a situação será monitorada diariamente e que as restrições poderão ser revistas conforme a evolução das reservas de água e das condições meteorológicas. Os integrantes da administração municipal seguem em reuniões periódicas com os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS),Agência Portuguesa do Ambiente (APA) e Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR).