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Vik: vinho, arte e luxo; vinícola número 1 do mundo fica em vale a pouco mais de duas horas da capital chilena

Jul 7, 2026 IDOPRESS

Vik: vinícola chilena tem como atrativos vinhos de alta gama,obras de arte e uma reserva natural — Foto: Divulgação / Vik

RESUMO

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GERADO EM: 03/07/2026 - 12:26

Vinícola Vik é eleita a melhor do mundo e expande-se para SP

A vinícola Vik,localizada no Vale de Millahue,Chile,foi reconhecida como a melhor do mundo pela The 50th World’s Best Vineyards em 2025,destacando-se pela arquitetura vanguardista e vinhos premium. Fundada pelo bilionário Alexander Vik,a propriedade oferece uma experiência de enoturismo com hotel,spa e tours. A Vik expande-se para São Paulo,com planos para um novo empreendimento em Araçoiaba da Serra.

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Fica no Vale de Millahue — lugar de ouro,para o povo indígena Mapuche — a melhor vinícola do mundo,a Vik,a pouco mais de duas horas de Santiago. É a primeira e única chilena com a distinção dada em 2025 pela The 50th World’s Best Vineyards,que já teve como campeãs as argentinas Catena Zapata e Zuccardi. O bilionário norueguês Alexander Vik e a mulher,Carrie,criaram há duas décadas o complexo de enoturismo que passou a atrair todos os holofotes após o prestigiado prêmio.

A arquitetura de vanguarda,a paisagem única e os vinhos premium levam anualmente 35 mil visitantes à vinícola,a grande maioria brasileiros. O rótulo Vik,ícone da marca,arrebatou a rara marca de 100 pontos da crítica especializada em duas safras. Outro vinho tinto,o Stonevik,também conseguiu pontuações elevadas e é elaborado de forma inovadora,no meio da floresta. Durante sua vinificação,é enterrado no alto de uma montanha em ânforas feitas com barro da propriedade. Em dezembro,será lançado o primeiro rótulo branco da marca.

— O principal objetivo é que os vinhos sejam desfrutáveis. Gosto quando vejo as garrafas vazias — diz o enólogo Cristián Valejo.

A Vik fica imersa em uma reserva natural de 4.450 hectares,327 deles com vinhedos. São 12 vales,que recebem as brisas costeiras do Pacífico e os ventos que vêm do alto da Cordilheira dos Andes. A vinícola tem um projeto arrojado,assinado pelo arquiteto chileno Smiljan Radic. O telhado lembra uma enorme asa branca,que paira sobre a estrutura subterrânea onde os vinhos são feitos. Na entrada,o visitante passa por uma praça com um espelho d’água e uma instalação com pedras de rio.

— A Vik não é só uma vinícola nem só um hotel. É uma experiência única e bem completa,que vai além do vinho. Tem a conexão com o terroir,a cultura local,a arte e o luxo. E usamos também os conceitos da inovação e da sustentabilidade — descreve o CEO Gastón Williams.

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Vik: vinho ícone da vinícola chilena — Foto: Divulgação Vik

A programação para os visitantes inclui diferentes tours que passam pelos vinhedos,degustações com rótulos de alta gama,além de trilha,caminhada e cavalgada. Outra atração para os apaixonados por vinho é a tanoaria,a única da América do Sul,onde são produzidas as barricas usadas pela Vik,em um processo inovador chamado barroir (barrica + terroir). O carvalho usado nesses recipientes vem da França e é tostado com troncos de árvores caídas no bosque da vinícola. A proposta é que elas ajudem a expressar o solo de Millahue,reforçando o compromisso da vinícola com a sustentabilidade.

Vik: vinícola chilena é a melhor do mundo — Foto: Divulgação

Outras técnicas originais foram batizadas de fleuroir (flor + terroir),que emprega leveduras das flores na vinificação; e amphoir (ânfora + terroir). As ânforas são confeccionadas com argila do lugar e permitem que o vinho amadureça com micro oxigenação,com o objetivo de ficar mais "redondo",mais agradável ao ser bebido.

Arte e paisagem

O Vik Retreat Chile: hotel de luxo com arquitetura arrojada — Foto: Divulgação

Quem busca uma imersão mais profunda nesse universo pode se hospedar no Vik Chile Retreat,erguido no alto de uma colina,com vista panorâmica para o vale. A construção tem teto flutuante e escultural de titânio e bronze,que remete ao Museu Guggenheim,de Bilbao,na Espanha.

Jardim zen: espaço de beleza e meditação no hotel Vik — Foto: Divulgação

O pátio central possui um jardim zen,com bonsais gigantes e flores. O hotel está repleto de obras de arte de mais de 30 artistas do Chile e de outros países. No living,destacam-se pinturas de Roberto Matta,que foi um dos maiores artistas plásticos do país vizinho; e um mural gigante da série “A vida secreta das plantas” do alemão Anselm Kiefer.

Obras de arte na recepção do hotel da Vik — Foto: Cláudia Meneses / Agência O Globo

São 22 quartos temáticos e 15 bangalôs de vidro com decoração única e luxuosa. Em agosto,serão mais cinco quartos,chegando a 42 acomodações. Cada uma leva a um mergulho sensorial distinto,que pode ser Milão,o Japão ou,como propõe o último espaço aberto para os hóspedes,a exuberância do Pantanal,retratada pela brasileira Ana Ruas.

A escolha da pintora gaúcha que vive em Campo Grande (MT) foi motivada pela construção de um empreendimento da Vik em Araçoiaba da Serra,a 1 hora e 20 minutos de São Paulo. A previsão de operação do novo hotel é em 2028. Ele terá formato de pirâmide e ficará em um condomínio de alto padrão,com praia artificial,campos de golfe,quadras de tênis,cavalariças e ao menos três restaurantes.

— Como a gente começou um investimento no Brasil,é importante também ter esse vínculo. Queremos que todas as nossas propriedades sempre tenham conexão uma com a outra. Por isso,na primeira ampliação aqui em Millahue,incorporamos o Brasil na proposta artística do hotel — revela Williams.

Um vinhedo também será implantado no projeto,mas ainda não está garantida a produção de vinhos:

— Existe a possibilidade de produzir vinhos no projeto do interior de SP,mas hoje não posso garantir. Vamos fazer testes e ver o resultado. Estamos pesquisando o solo e o clima — diz o enólogo Cristián Valejo.

Bangalô do Vik Retreat com pintura da brasileira Ana Ruas — Foto: Divulgação

Cercado de encantos

Os bangalôs têm,na varanda,uma banheira que permite relaxar tendo à frente a beleza das montanhas,da vegetação e do céu. Nos quartos,os banheiros contam com janelas do chão ao teto,que permitem a contemplação da natureza do entorno. O piso aquecido dá conforto nos dias mais frios. Com o controle remoto,pode-se ajustar a luz,a temperatura e as persianas. Também são convidativos os mergulhos na piscina de borda infinita do hotel.

Banheira na varanda do bangalô: vista para o vale — Foto: Divulgação

Um centro de bem-estar disponibiliza,além de sauna e lounge de relaxamento,terapias com ingredientes da propriedade. Uma delas é o banho de vinho que promete aliviar dores musculares e suavizar a pele. Há massagens feitas por dois terapeutas de forma sincronizada; ou com uso de argila daquele terreno.

Da horta para a mesa

Vik Zero: restaurante cercado pela horta orgânica — Foto: Divulgação

O uso de produtos locais também é a proposta dos restaurantes. No Vik Zero,os protagonistas são os vegetais da horta orgânica; e a carne vira o acompanhamento. A construção não tem paredes e é cercada pelos canteiros,onde estão plantados dos tomates às ervas aromáticas. A filosofia do chef executivo Pablo Cáceres é que a temporada seja o fio condutor do cardápio.

Da horta para a mesa: conceito do Vik Zero — Foto: Cláudia Meneses / Agência O Globo

Já o Milla Milla é o restaurante de alta gastronomia do projeto,aberto também para não-hóspedes. Os pratos são pensados para uma harmonização perfeita com os vinhos da Vik e elaborados também com ingredientes colhidos ali e de produtores da região.

Outros hotéis

Além do hotel em Millaue,a Vik tem unidades na uruguaia José Ignácio,que se tornou refúgio de milionários,e uma em Milão,na Galeria Vittorio Emanuele II,a galeria comercial em funcionamento mais antiga da Itália.

Milla Milla: restaurante de alta gastronomia da Vik — Foto: Divulgação Vik

O tour à vinícola com degustação de vinhos custa 75 mil pesos chilenos (cerca de R$ 420,60). A diária no Vik Hotel para um casal sai a partir de US$ 700.

Cláudia Meneses viajou a convite da Vik.