
O presidente do Banco Central,Gabriel Galípolo — Foto: Raphael Ribeiro/ Banco Central
GERADO EM: 07/04/2026 - 19:21
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O presidente do Banco Central,Gabriel Galípolo,participa nesta quarta-feira da sessão CPI do Crime Organizado do Senado,em um momento em que a comissão tenta evitar o esvaziamento de depoimentos e busca ganhar tração na reta final dos trabalhos.
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Diferentemente dos alvos da CPI,Galípolo foi chamado na condição de convidado,o que tornava sua ida facultativa.
O requerimento aprovado pela comissão,de autoria do senador Eduardo Girão (Novo-CE),menciona as investigações do Banco Master.
O Master foi liquidado pelo Banco Central em novembro do ano passado.
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Na mesma sessão,a CPI também espera ouvir o ex-presidente do Banco Central,que foi convocado — condição que,em tese,obriga o comparecimento. Nos bastidores,porém,a expectativa é de ausência. Campos Neto já recorreu ao STF em outras ocasiões para garantir o direito de não comparecer e obteve decisões favoráveis.
A confirmação de Galípolo ocorre na última semana de funcionamento da CPI,que tem prazo para encerrar os trabalhos no próximo dia 14 e ainda enfrenta incerteza sobre a prorrogação.
O relator,Alessandro Vieira (MDB-SE),tenta destravar uma saída negociada com o presidente do Senado,Davi Alcolumbre (União-AP),com quem deve se reunir nesta terça-feira.
No entorno de Alcolumbre,a avaliação é de que a extensão é pouco provável,diante do calendário eleitoral e da resistência em manter CPIs em funcionamento neste momento.
A reta final também tem sido marcada por esvaziamento de oitivas,após decisões do STF que vêm convertendo convocações em convites e garantindo a depoentes o direito de não comparecer ou de não responder perguntas. Nesta terça-feira,o ex-governador do Distrito Federal,Ibaneis Rocha (MDB),faltou à comissão.
Nesse contexto,a presença de Galípolo é vista por integrantes da CPI como uma tentativa de dar algum fôlego à comissão nos últimos dias.