
Foundayo,da farmacêutica Eli Lilly — Foto: Divulgação | Eli Lilly
Os medicamentos da classe dos agonistas de GLP-1,como a semaglutida (Ozempic e Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro),trouxeram uma verdadeira revolução para o tratamento de pacientes com diabetes e obesidade. Algumas pessoas,no entanto,são sensíveis à forma de aplicação de tais medicamentos,feita de forma subcutânea. O armazenamento na geladeira também pode representar um desafio. Uma nova proposta farmacêutica pode aliviar esses desconfortos: trata-se de uma pílula diária voltada para perda de peso e controle do diabetes tipo 2.
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O medicamento,chamado Foundayo e produzido pela farmacêutica Eli Lilly,foi autorizado nesta segunda-feira no Reino Unido pela Medicines and Healthcare products Regulatory Agency (MHRA),agência reguladora britânica de medicamentos e dispositivos médicos. O país tornou-se o primeiro da Europa a permitir o uso do comprimido,após aprovação dos Estados Unidos.
Segundo a Reuters,ainda não há detalhes sobre o preço do medicamento no Reino Unido.
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O Foundayo,cujo princípio ativo é o orforglipron,é um medicamento da classe dos agonistas do receptor de GLP-1,a mesma de remédios como Mounjaro e Wegovy. A substância imita a ação de um hormônio produzido naturalmente pelo organismo após as refeições,atuando em regiões do cérebro relacionadas ao apetite. Com isso,aumenta a sensação de saciedade,reduz a fome e a vontade de comer.
Uma diferença entre o Foundayo e as medicações já conhecidas é que ele possui uma molécula diferente dos remédios que mimetizam o mesmo hormônio. Segundo estudos mais recentes,ele promove uma perda de até 15% do peso em 36 semanas.
A medicação é consumida de forma oral,tomada uma vez por dia,e oferece a vantagem de não precisar de jejum antes do consumo. Além disso,tem potencial para um preço mais baixo — cerca de sete vezes mais barata que o Monjauro — e só pode ser vendida com orientação médica nos EUA e Reino Unido.


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Lucas Buda aliou o uso do mounjaro com uma rotina de exercícios físicos intensa e alimentação audável com acompanhamento médico. Ele disse já ter perdido 32 quilos e o objetivo é perder mais dez — Foto: Reprodução/Instagram


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A ex-panicat Juju Salimeni disse em uma entrevista que faz uso de uma baixa dosagem de mounjaro para controlar a fome: "Eu não quero emagrecer. Uma vez por mês,para mim,está ótimo" — Foto: Reprodução/Instagram
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A apresentadora Oprah Winfrey afirmou ter perdido 23 quilos com o auxílio da caneta emagrecedora,porém,relatou ter tido um efeito rebote após interromper o uso. Ela recuperou 9 quilos. — Foto: Reprodução/Instagram

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Jojo Todynho utilizou o medicamento mounjaro para ajudar a manter o resultado após perder mais de 80 quilos com uma cirurgia bariátrica e mudanças no estilo de vida — Foto: Reprodução/Instagram
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O jornalista Luiz Bacci revelou ter perdido cerca de 15 quilos após utilizar a medicação nos EUA — Foto: Reprodução/Instagram

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Silvia Abravanel perdeu cerca de 35 quilos com o mounjaro. Ela conta que mantém o uso do medicamento mais de um ano depois para evitar o reganho de peso: 'Se eu parar eu sei que vou engordar" — Foto: Reprodução/TV Globo
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A ex-"BBB" Viih Tube admitiu ter tentado usar canetas emagrecedoras após o nascimento de seu segundo filho: "Tentei tomar Mounjaro e Ozempic,com acompanhamento médico,porém passei muito mal. Muita náusea,enjoo,vômitos" — Foto: Reprodução/Instagram
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Um dos estudos mais recentes sobre o orforglipron foi publicado em 13 de maio na revista Nature Medicine. Os resultados se mostraram promissores.
O objetivo da análise foi avaliar a eficácia e a segurança do orforglipron em comparação com o placebo na manutenção da redução do peso corporal após 72 semanas de tratamento. Quando administrado por via oral diariamente,o medicamento apresentou eficácia na perda de peso,melhorias nos fatores de risco cardiometabólicos e segurança geralmente semelhante a dos agonistas do receptor de GLP-1 injetáveis,presentes no Mounjaro e no Ozempic. Os participantes perderam entre 12% e 15% do peso corporal.
No entanto,o artigo avaliou que "a manutenção desses benefícios à saúde requer administração contínua,o que pode ser um desafio". Ou seja,o paciente pode voltar a ter índices de insulina mais altos no sangue após a interrupção do tratamento com o orforglipron.
"O reganho de peso após a interrupção das intervenções para perda de peso,independentemente da modalidade de perda de peso,foi demonstrado,ressaltando a necessidade de terapia contínua para minimizar as alterações no peso corporal e manter as melhorias nos parâmetros cardiometabólicos após a redução de peso,com o objetivo final de preservar os benefícios para a saúde geral",avalia a publicação.
Os eventos adversos mais comuns encontrados pelo estudo não são preocupantes,como efeitos gastrointestinais,em sua maioria de intensidade leve a moderada. A publicação ressalta,que não houve um grupo que continuasse usando as canetas emagrecedoras para ser comparado ao que passou para a pílula e que o estudo teve duração curta,de 2 meses,e que o ideal seria testá-los por um ano.