
O ex-NBA Ronald Fred Seikaly e Martha Graeff — Foto: Reprodução
GERADO EM: 16/06/2026 - 21:38
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Diálogos interceptados pela Polícia Federal (PF) apontam que o dono Banco Master,Daniel Vorcaro,planejou uma emboscada para se vingar do DJ e ex-jogador da NBA Ronald Fred Seikaly. O alvo do plano que começou a ser executado pela chamada Turma,grupo criminoso pago por Vorcaro para intimidar e espionar desafetos,teve um relacionamento com Martha Graeff,namorada do banqueiro à época e com quem ela tem uma filha.
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Conhecido como Rony Seikaly,o atleta atua no momento como DJ e se descreve como produtor de House Music no Instagram. "Haverá pessoas que duvidarão da sua jornada,paixão e desejo. Seguir em frente é o que acabará por definir você!",escreveu ele na descrição do Instagram,onde é seguido por 152 mil pessoas. Nascido em 1965 em Beirute,no Líbano,ele jogou pelo New Jersey Nets,Golden State Warriors e Orlando Magic ao longo dos anos 90. Ele começou a carreira na NBA no Miami Heat em 1989.
Vorcaro chegou a cogitar um plano que envolveria o uso de drogas contra Seikaly,que jogou na liga americana de basquete de 1988 a 1999. O empresário também citou pressão da polícia e da milícia. Os integrantes da Turma,usando o login de uma servidora do Ministério Público Federal,chegaram a produzir um ofício falso à Interpol para buscar informações sobre Seikaly.
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As conversas ocorreram em outubro de 2024,entre Daniel Vorcaro e Luiz Phillipi Mourão,conhecido também como Sicário e que se matou na prisão. Nos diálogos interceptados pela PF,Vorcaro sugeriu simular um incidente envolvendo drogas e disse que investiria até R$ 10 milhões,alegando que seria para “ensinar que com filho não se mexe”. O relatório da PF,no entanto,não esclarece sobre o que exatamente Vorcaro estava falando.
Outra possibilidade seria atrair o DJ para o Brasil e submetê-lo à “pressão da milícia e da polícia”. A Turma usou informações sigilosas de sistemas internos da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para coletar dados sobre Seikaly,como buscas no sistema de controle migratório.
Nas mensagens,Vorcaro pediu para envolver no plano uma pessoa a quem se referiu como “amigo da Interpol”. As investigações,contudo,não conseguiram identificar quem seria esse contato do grupo no órgão internacional.
Em uma das conversas,em outubro de 2024,Luiz Phillipi Mourão levanta a possibilidade de atrair Seikaly para o Brasil,para atuar como DJ. E Vorcaro encaminha as mensagens que recebeu:
"Pressão milícia e polícia. Mas acho que a pressão da Interpol vai assustar mais”.
Numa das mensagens,Vorcaro fala sobre a importância do tema para ele:
“Vou por 10MM (milhões) na mesa fora os custos para dar uma lição nesse cara e ensinar que com filho não se mexe”.
Em outra conversa,de 30 de outubro de 2024,o ex-delegado da Polícia Federal e integrante da Turma Marilson Roseno Silva relata que passaria mais informações para um dos agentes pagos por Vorcaro,indicando que seria uma demanda “para o CEO do banco” e que seria interessante “dar um pulão nele” quando chegasse ao Brasil.
Silva é um policial federal aposentado apontado pelas investigações como a liderança operacional da Turma.
Segundo a PF,Silva integrava o núcleo de “intimidação e obstrução da Justiça”,sendo responsável por coordenar ações agressivas contra desafetos do ex-banqueiro,o que incluía o planejamento de atentados e o monitoramento de inquéritos sigilosos mediante consultas indevidas nos sistemas da corporação.