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Notícias do turismo

O fígado e o bem-estar

Aug 4, 2026 IDOPRESS

Fígado ocupava um lugar simbólico em antigas civilizações — Foto: Rawpixel

O fígado tem sido por mim destacado há anos como a “usina do corpo humano”. Afinal de contas,é responsável por uma quantidade tão grande de funções conhecidas,entre as quais “filtrar” as substâncias necessárias para o nosso dia a dia mantendo-as e,eliminando aquelas que não nos fariam bem. É também o encarregado da produção de bile para a digestão de gorduras,do controle da coagulação sanguínea,da produção de proteínas como a albumina (responsável por manter a pressão sanguínea) e do armazenamento de energia como um reservatório de combustível para o restante do corpo.

Não é à toa que,muito antes da medicina compreender todas as características e funções desse órgão,ele já ocupava posição singular na história da civilização. Em diferentes culturas foi considerado sede da vida,da coragem,das emoções,da inteligência e até mesmo da alma.

Entendo o atual glamour do coração. Órgão dinâmico,que bate e bombeia o sangue para todo o corpo,mas confesso que considero o fígado,feio e escondido atrás das costelas,tão ou mais capaz. Me perdoem os meus amigos do coração!

O fígado,coitado,leva até a culpa da boca amarga e da dor de cabeça que com certeza nada tem a ver com ele.

Costumo dizer que ficaria muito feliz e realizado o dia que ouvisse das pessoas que gostam de mim: “você mora no meu fígado”,em vez de “no meu coração”. Me sentiria ainda mais querido,tamanha a importância que o fígado representa na vida.

Nessa mesma linha de raciocínio e considerando que os babilônicos e assírios da Mesopotâmia consideravam o fígado o órgão mais importante do corpo humano,fico pensando na força desse órgão no bem-estar,condição tão discutida atualmente para uma vida mais saudável. Até porque a definição de saúde é “estado de completo bem-estar físico,mental e social,e não apenas a ausência de doença ou enfermidade”.

E por que falar sobre o fígado e o bem-estar nesta coluna? Por conta de experiências que tenho desfrutado recentemente.

Durante os últimos meses,tenho passado dias das minhas semanas no Rio de Janeiro,por questões profissionais. Circulo por vários locais,destas vezes não como turista como sempre costumei fazer,mas como alguém que precisa transitar pela cidade par cumprir suas obrigações diárias.

Apenas o fato de estar me locomovendo tendo o privilégio de olhar para o visual das praias,mar,montanhas e,principalmente,pessoas com ar de descontração e saúde circulando pelas orlas e calçadas,tem influenciado o meu bem-estar. Sinto,de tempos em tempos,meu coração bater mais forte,é fato,mas não posso negar que meu fígado se mantendo quieto no cantinho dele,está trabalhando mais feliz.

A Cidade Maravilhosa nos proporciona mais tranquilidade e paz,mesmo com todos os problemas que conhecemos existentes. Ela acalma a angústia que se dissipa na infinidade do oceano a nossa frente. Ela induz ao exercício pelas areias e quadras ao ar livre,disponíveis a quem sequer possui um título de sócio,mas já o é de direito. Muito mais saudável,muito mais agradável,muito mais democrático! Como um paulistano,São Paulo sempre me ofereceu grandes oportunidades e muito trabalho. Amo minha cidade natal,mas posso dizer,sem pestanejar,que o Rio de Janeiro já mora no meu fígado!