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Postura centralizadora e de isolamento de Flávio Bolsonaro afasta aliados do próprio PL

Jul 18, 2026 IDOPRESS

O senador Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo/16/05/2026

A postura adotada por Flávio Bolsonaro na condução de sua campanha tem irritado lideranças do próprio PL e afastado aliados do presidenciável.

A principal queixa é que o senador é centralizador,ouve poucas pessoas e decide praticamente tudo sozinho,com seu pequeno núcleo. Até o presidente do PL,Valdemar Costa Neto,tem sido escanteado na costura de alianças,que ficou a cargo do coordenador da campanha,Rogério Marinho,outro alvo de críticas.

Marinho é apontado como “inábil” para realizar as alianças necessárias neste momento de crise da campanha. Presidentes de siglas do centrão se queixaram a membros do PL da dificuldade para contatá-lo.

A escolha de Flávio pela ex-presidente da Caixa Daniella Marques como seu "posto Ipiranga" e favorita para compor a chapa como vice,também é reprovada pelo partido. Apesar dos elogios ao perfil técnico de Daniella,há a avaliação de que ela não agrega votos.

Outro foco de críticas é Eduardo Fischer,consultor estratégico da pré-campanha. A falta de experiência política é um dos principais incômodos em relação ao publicitário.

— Só tem professor de Deus ao lado de Flávio. A postura prepotente está deixando ele e a campanha em situação crítica — resumiu um aliado do senador sobre o clima que envolve o presidenciável.

Uma das maiores preocupações é que esse isolamento possa comprometer os cenários estaduais. A possibilidade da federação formada pelo PP e União Brasil seguir a posição nacional e preferir a neutralidade a apoiar o PL no Rio de Janeiro tem preocupado as lideranças do partido.