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Robô policial é desativado nos EUA após 10 meses de patrulhamento sem registrar ocorrências

Jun 24, 2026 IDOPRESS

O robô policial DubBot foi aposentado em Dublin,Ohio,após quase dez meses sem nenhuma prisão,multa ou incidente relatado — Foto: Captura de vídeo

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GERADO EM: 23/06/2026 - 11:16

Dublin,desativa robô policial por ineficiência e alto custo

Após investir mais de US$ 67 mil em um robô policial autônomo,Dublin,desativou o DubBot após 10 meses sem resultados esperados. O robô,desenvolvido pela Knightscope,não registrou ocorrências,prisões ou multas. A experiência reacendeu debates sobre automação na segurança pública,com especialistas criticando o alto custo e a eficácia limitada da tecnologia emergente.

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A aposta da cidade de Dublin,no estado americano de Ohio,em um robô policial autônomo terminou sem os resultados esperados. Após quase dez meses patrulhando o estacionamento público de Rock Cress,o DubBot,equipamento desenvolvido pela empresa Knightscope,foi retirado de operação em maio deste ano sem registrar uma única ocorrência que exigisse ação policial.

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Lançado em julho de 2025,o robô de 1,5 metro de altura e 181 quilos era equipado com câmeras de monitoramento em 360 graus,sistema de comunicação por áudio em duas vias e um botão de emergência destinado ao contato direto entre cidadãos e operadores humanos. A iniciativa foi apresentada pelo Departamento de Polícia de Dublin como uma ferramenta para prevenir crimes,reforçar a segurança em áreas de grande circulação e auxiliar na resposta a emergências.

Investimento alto e resultados inexistentes

O projeto previa inicialmente a aquisição de dois robôs K5 pelo valor de US$ 238.440. No entanto,apenas uma unidade foi entregue devido a problemas de fabricação enfrentados pela Knightscope. Com o encerramento antecipado do contrato e o reembolso parcial recebido pela prefeitura,o custo final para os cofres públicos ficou em US$ 67.548.

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Cinco robôs humanoides,cinco diferentes bolsos: o que eles custam e para que servem

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NEO (1X Technologies): Robô doméstico para limpeza,organização de objetos e tarefas cotidianas; preço estimado em US$ 20.000 ou assinatura. — Foto: Divulgação

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Atlas (Boston Dynamics): Robô bípedo ágil,voltado à pesquisa com saltos,corridas e tarefas complexas; custo estimado acima de US$ 100.000. — Foto: Divulgação

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Sophia (Hanson Robotics): Humanoide social com reconhecimento facial e conversação avançada,focado em educação/mídia; valor estimado US$ 100–150 mil. — Foto: Divulgação

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Ameca (Engineered Arts): Robô de interação social realista,com expressões faciais e respostas inteligentes; preço a partir de ~US$ 120.000. — Foto: Divulgação

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Robear (RIKEN/Sumitomo Riko): Projetado para cuidar de idosos,levantar e transportar pessoas com segurança; não comercializado amplamente,estimativa entre US$ 80–100 mil ou mais. — Foto: Divulgação

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Apesar da expectativa gerada pela novidade tecnológica,o desempenho operacional do DubBot ficou aquém do esperado. Segundo registros da própria polícia local,o equipamento não realizou prisões,não emitiu multas,não detectou atividades suspeitas e também não recebeu nenhum acionamento por meio do botão de emergência durante todo o período em que esteve em serviço. Diante da ausência de resultados concretos,a administração municipal decidiu interromper o programa antes do prazo previsto de dois anos.

O caso reacendeu discussões sobre a eficácia da automação em atividades de segurança pública. Especialistas ouvidos pela imprensa local avaliaram que o robô funcionou adequadamente do ponto de vista técnico,mas não demonstrou utilidade prática capaz de justificar os custos do projeto. Críticas também surgiram em relação ao uso de recursos públicos para testar tecnologias ainda em estágio de amadurecimento.

A experiência de Dublin não é isolada. Outros robôs do mesmo modelo já enfrentaram dificuldades em diferentes cidades dos Estados Unidos. Em Nova York,uma unidade utilizada no metrô foi retirada de circulação após apresentar limitações para se deslocar por escadas. Já um equipamento destinado ao Aeroporto de San Antonio também acabou desativado devido a problemas de navegação e à necessidade frequente de supervisão humana.

O fracasso do DubBot ocorre em meio ao avanço de soluções baseadas em inteligência artificial e robótica em serviços públicos. Embora defensores dessas tecnologias argumentem que elas podem reduzir custos e compensar a falta de pessoal,o caso de Dublin sugere que a substituição de funções desempenhadas por agentes humanos ainda enfrenta obstáculos técnicos e operacionais significativos,especialmente em áreas sensíveis como a segurança pública.