
O candidato Ricardo Nunes ( MDB ) depois de ter votado para prefeito na Escola Estadual Dom Duarte Leopoldo e Silva,Zonal Sul da Capital ao lado do governador Tarcisio de Freitas — Foto: Edilson Dantas / O Globo
GERADO EM: 01/06/2026 - 17:27
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A operação deflagrada nesta segunda-feira (1º),que mirou o contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e a uma ONG da mesma dona da produtora responsável pelo filme “Dark Horse”,causou incômodo na gestão Ricardo Nunes (MDB) e críticas,nos bastidores,à atuação da Polícia Civil de Tarcísio de Freitas (Republicanos).
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Aliados do prefeito afirmam que a busca e apreensão na Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia teria sido “desnecessária e midiática”,porque o contrato com o Instituto Conhecer Brasil (IBT) e as respectivas prestações de contas da entidade já eram públicos.
O instituto,que tem Karina Ferreira da Gama como dona,a mesma da produtora Go Up Entertainment — responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro (PL),tem um contrato de R$ 108 milhões com a pasta para instalar 5 mil pontos de Wi-Fi em vias públicas da periferia paulistana.
Segundo pessoas próximas a Nunes,a situação pegou o prefeito de surpresa,principalmente por ter vindo da polícia estadual. Ao se manifestar sobre o caso,o prefeito chegou a sugerir uma eventual conotação política na ação e ele questionou “por que só agora essa questão?”.
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O GLOBO apurou que a operação não passou pela cúpula da Secretaria da Segurança Pública,e foi avançando fora dos holofotes. Uma ala da Polícia Civil está insatisfeita com a gestão Tarcísio. O governador evitou comentar o tema e aliados apontam que a polícia “tem independência”,e que portanto não caberia a Tarcísio ser informado sobre a operação antecipadamente.
O caso começou quando o Ministério Público Federal (MPF) recebeu,em dezembro de 2025,uma denúncia relatando suspeitas de irregularidades no contrato do ICB com a Prefeitura de São Paulo. Como se tratava de um caso relativo à administração municipal,o MPF repassou a notícia de fato para o Ministério Público de São Paulo (MP-SP),que então pediu a abertura de um inquérito policial em março,aberto pela 2ª Divisão de Investigações sobre Crimes contra a Administração e Fraudes (Discca),do Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania (DPPC).
A investigação passou a ser tocada pelo delegado Antonio Carlos Munuera Silveira,titular da delegacia,que solicitou ao Judiciário a autorização para a operação desta segunda.