
Deva Premal e Miten chegam ao Brasil com experiência musical baseada em mantras e meditação — Foto: Divulgação
GERADO EM: 16/04/2026 - 16:02
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Há mais de 30 anos,o casal Deva Premal,de 56,e Miten,de 78,coloca em prática o que acredita ser uma missão: espalhar pelo mundo a música e o silêncio que entoam mantras ancestrais. Juntos,lançaram mais de 25 discos,foram indicados ao Grammy de Melhor Álbum New Age em 2020,têm mais de 200 mil seguidores no Instagram e fãs famosos como Cher e o Dalai Lama. Em suas apresentações,entendem a comunhão dos espectadores como uma "medicina sonora",algo que os brasileiros vão experimentar em breve. No dia 26,desembarcam no Rio para um concerto de cerca de três horas,no Vivo Rio,e viajarão por mais quatro capitais.
"Muita gente tem percebido a necessidade da meditação ou atenção plena. A vida está muito intensa e precisamos de um refúgio",conta a artista alemã,conhecida como a "Diva dos Mantras",ao lado do marido,em entrevista por chamada de vídeo. "Ao entoar mantras,o silêncio que se cria é irresistível e vibrante,e você não precisa ficar sentado por uma hora sem se mexer. É algo difícil para nós,ocidentais. Então,é uma forma prazerosa e alegre de ter paz interior".
Deva e Miten se conheceram em 1990,na Índia. Enquanto ela nasceu no meio — seus pais tinham o hábito de cantar mantras em sânscrito — Miten veio da cena rock londrina dos anos 1960. "Em certo momento,aquele mundo se tornou doloroso e destrutivo para mim. Quando conheci Osho (líder espiritual e guru indiano,morto em 1990),tive uma compreensão mais pura do que é a vida",afirma ele. Sobre a longeva união amorosa,Deva diz que não existe um segredo. "Mas acho interessante cantar para o seu parceiro. É uma forma de se conectar ainda mais".
Mariana Amaral,idealizadora da Virada Zen,festival de bem-estar que acontece em São Paulo,é fã do casal e afirma que o Brasil está mais aberto para receber artistas do movimento new age. "Eles são um ícone porque,quando ninguém falava muito sobre a cura pela música,eles já a cantavam. As pessoas estão mais interessadas com o que as conectam com a paz".