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Após acordo com os EUA, Irã promete reabrir Estreito de Ormuz: preço dos combustíveis vai cair?

Apr 8, 2026 IDOPRESS
A refinaria Ras Tanura,da saudita Aramco,maior exportadora mundial de petróleo,chegou a ser atingida por drone — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP

A refinaria Ras Tanura,da saudita Aramco,maior exportadora mundial de petróleo,chegou a ser atingida por drone — Foto: Yuichi YAMAZAKI / AFP

RESUMO

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GERADO EM: 07/04/2026 - 22:44

Acordo EUA-Irã Reduz Preço do Petróleo e Alivia Economia Global

Após um acordo entre EUA e Irã,que prevê a reabertura do Estreito de Ormuz,o preço do petróleo Brent caiu significativamente,trazendo alívio à economia global. O presidente dos EUA,Donald Trump,anunciou um cessar-fogo de duas semanas,o que impulsionou a expectativa de retomada da oferta do Oriente Médio. A produção nos países da Opep registrou uma queda histórica em março,devido ao conflito no Golfo Pérsico.

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O preço do petróleo despencou ontem,depois do fechamento dos pregões regulares,logo após o presidente dos Estados Unidos,anunciar um cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã. O barril do óleo tipo Brent (padrão global),que fechou a US$ 109,27 na tarde de terça-feira,em Londres,já era negociado entre US$ 90 e US$ 95 nos primeiros negócios de hoje no mercado internacional,uma baixa em torno de 15%.

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Se mantida,a queda da cotação do petróleo para níveis abaixo de US$ 100 traz alívio à economia global diante do fortíssimo impacto negativo que a disparada das cotações provocou na maioria dos países,incluindo o Brasil,com alta nos preços dos combustíveis e das projeções de inflação e juros,além de crescimento menor.

Trump condicionou o cessar-fogo à reabertura do Estreito de Ormuz,o que poderia permitir o tráfego de navios com a produção dos países do Golfo Pérsico. Desde os primeiros bombardeios de EUA e Israel a Teerã,em 28 de fevereiro,o Irã fechou a passagem marítima por onde passam 20% do petróleo consumido mundialmente,forçando Arábia Saudita,Emirados Árabes Unidos,Kuwait e Iraque a reduzirem drasticamente a produção.

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Pesquisa da Bloomberg divulgada ontem revelou que a produção de óleo bruto da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) despencou em março no ritmo mais acentuado em pelo menos quatro décadas,na medida em que o conflito no Oriente Médio restringiu as exportações de seus membros mais importantes. A redução foi de 7,56 milhões de barris por dia — ou cerca de 25%.

Crise de 1973

A queda da produção da Opep foi a maior para um único mês desde 1989,com a ressalva da redução da oferta pela queda da demanda global por combustíveis no início da pandemia de Covid. Em termos numéricos,a redução de 7,56 milhões de barris por dia no mês passado também supera a da histórica crise do petróleo árabe de 1973,quando os mercados sofreram uma perda bruta de 5 milhões de barris por dia entre outubro e dezembro daquele ano,mas o choque daquela época ocorreu em um mercado global muito menor.

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O Iraque — o membro da Opep mais dependente do Estreito de Ormuz — sofreu a maior queda,com a produção diminuindo em 2,76 milhões de barris por dia,para 1,63 milhão de barris por dia.

O exército iraniano afirmou no fim de semana que “o Iraque irmão está isento de quaisquer restrições” ao trânsito pelo vital corredor marítimo. Contudo,o rastreamento de navios-tanque mostra que ainda não há indícios de uma corrida para testar essa isenção. O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece 96% abaixo dos níveis pré-guerra.

A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos tiveram suas perdas atenuadas pela sua capacidade de desviar parcialmente as exportações para oleodutos alternativos que contornam o estreito. A produção saudita caiu 2,07 milhões de barris por dia,para 8,36 milhões,e mesmo com a capacidade do reino de exportar pelo Mar Vermelho,o rastreamento de navios-tanque mostra que as exportações do país despencaram cerca de 50% em março.

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Nos Emirados Árabes Unidos,a produção recuou 1,44 milhão de barris por dia,para 2,16 milhões,segundo a pesquisa.

A Opep foi fundada em 1960 por Irã,Iraque,Kuwait,Arábia Saudita e Venezuela. Ao longo dos anos foram incorporados outros países,como Líbia,Argélia e Nigéria,e a organização tem hoje 12 membros. Em 2016 surgiu a Opep+,que incluiu Rússia,México,Omã,Azerbaijão,Cazaquistão e Malásia,entre outros.

Antes da guerra,os países-chave da Opep+ estavam mantendo a produção de petróleo em níveis elevados,o que fez o preço do barril do Brent (referência global) ser negociado abaixo de US$ 60 no fim do ano passado.

Planalto Publica MP

Em Brasília,o governo federal publicou ontem uma medida provisória e decretos com validade imediata prevendo os novos subsídios e a desoneração de impostos sobre combustíveis,além de linhas de crédito mais baratas para as empresas aéreas.

As medidas atingem o diesel,o biodiesel,o Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e o combustível de aviação (QAV). O governo também quer aumentar a punição de comerciantes em casos de abusos de preços e enviou ao Congresso um projeto de lei prevendo penas de até cinco anos de prisão.