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Associação diz que Portugal necessita de mais trabalhadores para a construção

Jul 28, 2026 IDOPRESS

Guindastes de construção sobressaem na paisagem do centro do Porto — Foto: Liosha Shyp/Unsplash/Divulgação

RESUMO

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GERADO EM: 16/07/2026 - 06:41

Portugal Enfrenta Falta de Mão de Obra na Construção com Poucos Brasileiros

Portugal enfrenta escassez de mão de obra no setor da construção,onde a participação de brasileiros é significativa. Segundo Ricardo Gomes,da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas,trabalhadores estrangeiros são cruciais para preencher as 80 mil vagas existentes. O mecanismo "via verde" facilita a imigração,mas,até agora,apenas 4,6 mil trabalhadores foram contratados,sendo poucos brasileiros.

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O presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas,Ricardo Gomes,disse ao Portugal Giro que o país precisa de mais trabalhadores e os estrangeiros são essenciais:

Fiscalização: Brasileiros relatam abordagem de policiais pedindo documentos em PortugalMais de 600 mil em Portugal: Número de brasileiros no exterior é atualizado

— O setor continua a necessitar de mais trabalhadores (...) O recurso a trabalhadores estrangeiros continuará a ser essencial.

Em respostas enviadas por e-mail,o dirigente informou o número,ainda muito baixo,de brasileiros contratados pela via verde de imigração.

— O que é possível afirmar é que os trabalhadores brasileiros (de modo geral) constituem uma comunidade relevante na construção em Portugal — disse ele.

Uma pesquisa da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas feita em 2025 revelou que a maioria das empresas considera a mão de obra escassa o maior problema do setor.

A via verde é um mecanismo do governo para responder aos pedidos de rapidez para contratar imigrantes.

Em um ano,o total de 4,6 mil trabalhadores no geral ainda é pequeno diante da falta de mão de obra. Não chega a cobrir 10% do rombo,que seria de 80 mil vagas.

Ricardo Gomes responde

Portugal Giro: Quantos trabalhadores brasileiros foram recrutados ao abrigo da via verde?

— O Protocolo de Cooperação para a Migração Laboral Regulada (PCMLR) não estabelece qualquer discriminação por nacionalidade,destinando-se a facilitar o recrutamento de trabalhadores de países terceiros,em função das necessidades efetivas das empresas.

Foram submetidos 454 processos,correspondentes a 4.646 trabalhadores,dos quais 34 processos dizem respeito a trabalhadores do Brasil.

Portugal Giro: Dos cerca de 100 mil trabalhadores estrangeiros no setor,quantos são brasileiros?

— A associação não dispõe de informação estatística oficial que permita identificar,com rigor,a distribuição dos trabalhadores estrangeiros por nacionalidade no setor da construção. Essa informação compete às entidades públicas responsáveis pela produção de estatísticas oficiais.

O que é possível afirmar é que os trabalhadores brasileiros constituem uma comunidade relevante na construção em Portugal,a par de trabalhadores provenientes de países como Angola,Cabo Verde,Guiné-Bissau,Marrocos,Bangladesh ou Colômbia,entre outros.

Tendência: Número de brasileiros em Portugal cresce apesar da ofensiva anti-imigração

Portugal Giro: A mão de obra existente é suficiente ou é necessário continuar a recrutar trabalhadores estrangeiros?

— A resposta é clara: o setor continua a necessitar de mais trabalhadores. A construção enfrenta há vários anos um défice estrutural de mão de obra,agravado pelo envelhecimento da força de trabalho,pela reduzida entrada de jovens na atividade e pelo elevado volume de investimento público e privado atualmente em execução nas áreas da habitação,infraestruturas e equipamentos.

A prioridade da associação continua a ser a valorização da profissão,o reforço da formação profissional e a atração de trabalhadores nacionais. Contudo,a realidade demonstra que estas medidas,sendo indispensáveis,não são suficientes para responder às necessidades imediatas das empresas.

O recurso a trabalhadores estrangeiros continuará a ser essencial,devendo ocorrer através de mecanismos legais,organizados e regulados,como o protocolo (via verde),que garantem o recrutamento responsável,a integração dos trabalhadores e a salvaguarda dos seus direitos.

A associação defende que Portugal deve continuar a dispor de instrumentos que permitam responder às necessidades das empresas,assegurando uma imigração regulada,qualificada e compatível com as necessidades da economia.