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A árvore que virou floresta: como o cajueiro de Pirangi, no Rio Grande do Norte, se tornou o maior do mundo

Jul 8, 2026 IDOPRESS

Cajueiro de Pirangi,o maior cajueiro do mundo,em Parnamirim,na Grande Natal — Foto: Idema/Divulgação

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GERADO EM: 06/07/2026 - 06:44

Cajueiro de Pirangi: Maior do Mundo Atraindo Multidões e Controvérsias

O Cajueiro de Pirangi,no Rio Grande do Norte,é o maior do mundo,cobrindo quase 9 mil metros quadrados. Com 137 anos,produz até 80 mil frutos por safra e atrai 300 mil visitantes anuais. Reconhecido pelo Guinness World Records,o cajueiro impressiona pelo plagiotropismo,característica que permite o crescimento horizontal dos galhos,criando a ilusão de uma floresta. O local é um ponto turístico com infraestrutura completa,apesar de enfrentar limites urbanos para sua expansão. A disputa pelo título de maior cajueiro surgiu em 2016,mas o reconhecimento oficial permanece com o exemplar de Pirangi.

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Uma única árvore que se espalha por uma área equivalente a mais de um campo de futebol,produz até 80 mil frutos por safra e atrai cerca de 300 mil visitantes por ano. Localizado na praia de Pirangi do Norte,na região metropolitana de Natal,o Maior Cajueiro do Mundo é um dos principais cartões-postais do Rio Grande do Norte e impressiona pelo tamanho: sua copa ocupa entre 8,5 mil e 9 mil metros quadrados,resultado de um crescimento incomum que faz parecer que dezenas de árvores formam uma floresta,quando,na realidade,trata-se de um único organismo.

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O exemplar foi reconhecido pelo Guinness World Records,em 1994,como o maior cajueiro do planeta. Sua origem remonta a 1888,segundo a versão mais difundida,a muda foi plantada pelo pescador Luís Inácio de Oliveira. Há,contudo,outra narrativa histórica que atribui o plantio ao ex-prefeito de Natal Sylvio Pedroza,antigo proprietário das terras onde hoje está a árvore. Não há consenso definitivo sobre quem foi o responsável.

O crescimento extraordinário é explicado por uma característica genética conhecida como plagiotropismo. Diferentemente da maioria dos cajueiros,cujos galhos se desenvolvem predominantemente para cima,os ramos do cajueiro de Pirangi crescem na horizontal. À medida que aumentam de tamanho,tocam o solo,criam novas raízes e passam a funcionar como novos pontos de sustentação,dando origem a estruturas que se assemelham a troncos independentes.

O processo se repete continuamente,permitindo que a copa se expanda ao longo das décadas. Por isso,quem percorre as passarelas instaladas no interior da árvore costuma ter a impressão de caminhar por uma mata fechada,embora permaneça sob a copa de um único cajueiro. O tronco original,inclusive,tornou-se difícil de identificar em meio às centenas de ramificações.

Além das dimensões,a produtividade também chama atenção. Durante a safra,que normalmente ocorre entre novembro e janeiro,a árvore produz entre 60 mil e 80 mil cajus,além de milhares de castanhas,movimentando o comércio local de frutas,doces,castanhas e outros derivados.

A expansão da árvore,porém,já não ocorre de forma totalmente livre. Em um dos lados,o crescimento encontra o limite imposto pela urbanização e pela rodovia que passa ao lado do terreno. Para evitar que os galhos avancem sobre a pista,podas técnicas são realizadas periodicamente.

A área onde está localizado o cajueiro conta com estrutura voltada ao turismo,incluindo passarelas suspensas,um mirante para observação da copa,centro de visitantes,lojas de artesanato e pontos de venda de produtos derivados do caju. Do alto do mirante é possível observar a dimensão da árvore,cuja copa forma um amplo mosaico verde que pode ser identificado até mesmo em imagens de satélite.

Disputa pelo título

Embora o cajueiro de Pirangi permaneça reconhecido pelo Guinness World Records como o maior do mundo,o título é alvo de debate desde 2016. Pesquisadores ligados à Universidade Estadual do Piauí divulgaram medições indicando que o chamado Cajueiro Rei,localizado em Cajueiro da Praia (PI),teria aproximadamente 8.832 metros quadrados de copa,área superior a algumas medições feitas em Pirangi.

A divergência decorre,principalmente,das diferentes metodologias empregadas para medir a extensão das árvores. Apesar da disputa,o reconhecimento internacional permanece com o cajueiro potiguar,que segue sendo uma das atrações turísticas mais visitadas do Nordeste e um dos maiores símbolos naturais do Rio Grande do Norte.