
Bailarina espanhola nada sobre recife de coral no Indo-Pacífico — Foto: Reprodução
GERADO EM: 27/05/2026 - 07:24
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Ela parece saída de uma apresentação de flamenco no fundo do mar. Com movimentos ondulados,cores vibrantes e “abas” que lembram um vestido rodopiando na água,a Hexabranchus sanguineus ganhou o apelido de “bailarina espanhola” por causa da forma como nada pelos recifes do Indo-Pacífico.
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O animal é um nudibrânquio doride — um tipo de lesma marinha sem concha — e está entre os maiores já registrados pela ciência. Alguns indivíduos podem atingir até 60 centímetros de comprimento,embora o tamanho médio varie entre 20 e 30 centímetros,dimensões consideradas incomuns para esse grupo de moluscos.
O nome científico da espécie significa literalmente “seis brânquias cor de sangue”,referência às estruturas respiratórias localizadas na parte traseira do corpo e à coloração intensa que varia entre vermelho,laranja e rosa. Apesar da aparência chamativa,a bailarina espanhola costuma passar o dia escondida em fendas de recifes rochosos e de coral,saindo principalmente à noite.
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Professora de conservação da Black Turtle Dive,Sandra Rubio e sua aluna de conservação e ciência cidadã Nannalin "Fleur" Pornprasertsom pesquisando corais branqueados ao redor da ilha de Koh Tao,no sul da Tailândia. — Foto: Foto: Lillian SUWANRUMPHA / AFP)


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Grande barreira de corais — Foto: DAVID GRAY/AFP
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corais branqueados ao redor da ilha de Koh Tao,na província de Surat Thani,no sul da Tailândia. — Foto: Foto: Lillian SUWANRUMPHA / AFP

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Recifes de corais podem — Foto: Projeto Coral Vivo/Athila Bertoncini
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Berçário submarino de corais — Foto: Igor Silva / WWF-Brasil

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Alerta do mar. Em Abrolhos,mergulho entre corais,como o gorgônia-de-fogo: El Niño é risco à biodiversidade — Foto: Projeto Coral Vivo/Athila Bertoncini
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Foto dos corais — Foto: DAVID GRAY/AFP

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Corais embranquecido na Bacia de Ilha Grande,na Costa Verde do Rio — Foto: Felipe Skinner/Divulgação
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Mergulhadores na Grande Barreira de Corais — Foto: DAVID GRAY/AFP

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Corais da Bacia de Ilha Grande sofrem braqueamento — Foto: Felipe Skinner
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O apelido surgiu por causa de uma habilidade rara entre nudibrânquios: nadar. Enquanto a maioria das lesmas marinhas apenas rasteja pelo fundo do oceano,a bailarina espanhola consegue se deslocar na água usando estruturas laterais chamadas parapódios. Quando abertas,elas ondulam em sequência e criam a impressão de uma dança.
Além do visual incomum,a espécie também possui um sofisticado sistema de defesa química. Sua dieta é baseada em esponjas marinhas,especialmente da família Halichondriidae. Após consumir esses organismos,o animal reaproveita compostos tóxicos presentes neles para afastar predadores.
As substâncias químicas também são transferidas para os ovos,depositados em longas fitas rosadas presas a corais e rochas. Como todos os nudibrânquios,a espécie é hermafrodita,possuindo órgãos reprodutores masculinos e femininos.
Estudos recentes indicam ainda que a famosa “bailarina espanhola” talvez não seja apenas uma espécie. Uma revisão científica publicada em 2023 concluiu que o nome Hexabranchus sanguineus vinha sendo aplicado a diferentes espécies visualmente semelhantes distribuídas pelos oceanos Índico e Pacífico.
Mesmo sem sinais atuais de ameaça de extinção,o animal depende diretamente dos recifes de coral,ambientes pressionados pelo aumento da temperatura dos oceanos,poluição e degradação marinha.