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Confissão, falso sequestro e outro envenenamento: filhos relatam outros supostos crimes de madrasta acusada de matar enteada

Mar 5, 2026 IDOPRESS
Julgamento de Cíntia Mariano Dias Cabral (de branco) — Foto: Reprodução RESUMOSem tempo? Ferramenta de IA resume para você

Julgamento de Cíntia Mariano Dias Cabral (de branco) — Foto: Reprodução

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GERADO EM: 04/03/2026 - 22:12

Cíntia Mariano é julgada por homicídio e tentativas de envenenamento no RJ

Cíntia Mariano Dias Cabral é julgada no Rio por matar uma enteada e tentar envenenar outro enteado. Durante o julgamento,seus filhos biológicos relataram outros supostos crimes,incluindo uma tentativa de envenenamento com querosene de outro enteado anos atrás. Cíntia teria confessado os crimes aos filhos,mas tentou incriminá-los ao ser levada à delegacia. Além disso,forjou um falso sequestro com a filha.

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O III Tribunal do Júri do Rio julga nesta quarta-feira Cintia Mariano Dias Cabral,acusada de matar uma enteada e tentar matar outro enteado. Enquanto estava sentada no banco dos réus,a mulher presenciou seus dois filhos narrarem outros possíveis crimes dela,como a tentativa de envenenamento de um terceiro enteado há alguns anos,supostamente com querosene.

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Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ),em 15 de março de 2022,Cintia teria colocado veneno na comida servida a Fernanda Cabral,de 22 anos. A jovem passou mal logo após a refeição,foi hospitalizada e morreu após passar 13 dias internada. Em maio do mesmo ano,Cíntia teria repetido o método ao servir um alimento contaminado ao enteado,Bruno Cabral,que sobreviveu.

No Tribunal,os dois filhos biológicos de Cintia narraram que outro enteado da mulher pode ter sido vítima de uma tentativa de homicídio há anos. Eles contaram que quando eram crianças,e Cíntia estava em outro relacionamento,o então enteado dela,também criança,foi hospitalizado após tomar um medicamento. Na época,o caso passou despercebido,mas após o envenenamento de Fernanda e Bruno,o pai dos filhos de Cintia lembrou do episódio e contou lembrar que a criança ingeriu um líquido que o cheiro se assemelhava a querosene.

— Meu pai falou que,supostamente,ela tinha dado querosene a meu irmão,de outro relacionamento dele. Na época ele tinha 5 ou 6 anos,e foi para o hospital — contou Lucas Mariano Rodrigues.

Lucas também narrou que a mãe admitiu ter matado Fernanda Cabral e ter tentado matar Bruno Cabral. Após uma noite de conversa,ela teria aceitado admitir à polícia seus crimes. Chegando na delegacia,Lucas,no entanto,relatou que ela tentou incriminá-lo dos crimes para não ser presa.

Carla Mariano Rodrigues,outra filha biológica da acusada,narrou o episódio do querosene,a confissão da mãe sobre os casos de Fernanda e Bruno e contou outro suposto crime da mãe. Quando tinha 12 anos,Cíntia Mariano fez ela mentir sobre um suposto sequestro.

— Os bandidos primeiro entraram na casa do meu pai e roubaram alguns itens. Ela então foi me buscar,e no caminho disse precisar passar na casa dela. Na época,ela morava numa favela próxima. Eu disse que estava com medo,mas ela insistiu. Assim que ela subiu (o morro),os bandidos estavam nos esperando. Ela me deixou lá e foi embora. Depois de um tempo,ela me buscou de carro. Ela me fez contar pro meu pai que os bandidos nos pegaram em um sinal no caminho para a casa dela — contou Carla,que relatou ter contado a verdade para o pai somente na audiência em 2024.