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Vorcaro segue preso sem prazo definido e terá destino definido em julgamento na Segunda Turma do STF

Mar 5, 2026 IDOPRESS
Daniel Vorcaro,dono do Banco Master,alvo de nova operação de busca e apreensão — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

Daniel Vorcaro,dono do Banco Master,alvo de nova operação de busca e apreensão — Foto: Ana Paula Paiva/Valor

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GERADO EM: 04/03/2026 - 17:07

STF julgará prisão preventiva de banqueiro acusado de fraude financeira em novembro

O banqueiro Daniel Vorcaro,permanece preso sem prazo definido,aguardando decisão da Segunda Turma do STF sobre sua prisão preventiva. Ele foi detido na terceira fase da Operação Compliance Zero,que investiga um esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro. A audiência no STF está marcada para iniciar em 13 de novembro. A defesa nega as acusações e afirma colaboração com as investigações.

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O dono do Banco Master,Daniel Vorcaro,seguirá preso sem prazo determinado e vai ter o destino definido em um julgamento na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) marcado para a semana que vem.

Vorcaro foi preso na manhã de quarta-feira e encaminhado inicialmente para a Superintendência da Polícia Federal em São Paulo. Após a audiência de custódia determinar a manutenção da prisão,ficou decidido que ele e o cunhado,o empresário Fabiano Zettel,serão levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) 2 de Guarulhos,na Grande São Paulo.

A transferência foi possível após o ministro André Mendonça,relator do caso no STF,ter autorizado que todos os presos na terceira frase da Operação Compliance Zero seguissem para o sistema penitenciário estadual. após a realização dos procedimentos iniciais de custódia.

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A decisão atende a pedido da Polícia Federal,que informou ao Supremo que suas unidades não possuem estrutura adequada para manter presos por períodos prolongados. Segundo o órgão,as chamadas Unidades de Trânsito de Presos (UTP) são destinadas apenas à custódia temporária,voltada à realização de atos administrativos decorrentes do cumprimento de mandados judiciais,como identificação e registros formais. 

A PF afirmou ainda que a permanência prolongada de detidos em suas instalações pode comprometer as atividades de investigação e aumentar riscos de segurança institucional,já que as unidades não contam com estrutura típica de estabelecimentos prisionais,como atendimento médico regular,rotinas de visitas e acompanhamento especializado. 

Ao analisar o pedido,Mendonça concordou que as instalações da Polícia Federal são destinadas apenas à custódia breve e que a manutenção prolongada de presos nessas unidades pode desviar efetivo policial e prejudicar a atividade-fim da instituição. 

Julgamento no STF

Os integrantes da Segunda Turma do STF vão analisar em julgamento no plenário virtual a partir do dia 13 se mantêm ou revogam a prisão preventiva de Vorcaro. Além de Mendonça,o colegiado é composto pelos ministros Luiz Fux,Kassio Nunes Marques,Gilmar Mendes e Dias Toffoli.

A sessão está prevista para começar às 11h do dia 13 e terminar no final da noite do dia 20. A prisão será analisada em julgamento virtual com a participação do antigo responsável pelo caso,Toffoli,que deixou a relatoria do inquérito após questionamentos sobre ligações com Vorcaro.

Ao justificar a prisão do banqueiro e de seus aliados,Mendonça anotou que a liberdade dos investigados comprometeria a investigação e a “confiança social” na Justiça. Segundo o ministro,permitir a liberdade de Vorcaro e de seus aliados “significa manter em funcionamento uma organização criminosa que já produziu danos bilionários à sociedade”.

Ao pedir que Vorcaro voltasse para a prisão,a Polícia Federal classificou o banqueiro como “profissional do crime” e apontou indícios de monitoramento de autoridades e adversários por meio de uma “milícia privada”.

Entenda o caso

Mendonça autorizou nesta quarta-feira a terceira fase da Operação Compliance Zero e levou novamente à prisão do ex-banqueiro Daniel Vorcaro,além de outros investigados. A investigação da Polícia Federal apura um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro,com suspeitas de crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira,corrupção,lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Segundo investigadores,o esquema teria utilizado estruturas do mercado financeiro para captar recursos e movimentar ativos de alto risco ou de baixa liquidez,além de operações que teriam servido para ocultar prejuízos e desviar recursos. A decisão também cita suspeitas de interlocução com servidores públicos e tentativas de interferir nas investigações.

A operação,chamada de Compliance Zero, já teve três fases. A primeira,deflagrada em novembro de 2025,investigou a suspeita de venda de carteiras de crédito sem lastro a outras instituições financeiras. A segunda,em janeiro deste ano,ampliou o foco para o uso de fundos de investimento ligados à gestora Reag para a circulação de recursos e aquisição de ativos considerados problemáticos. Já a terceira fase,autorizada agora pelo STF,inclui novas prisões e medidas cautelares contra investigados ligados ao caso.

A posição de Vorcaro

Os advogados do dono do Banco Master afirmaram que ele “jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça”.

Segundo os advogados Pierpaolo Cruz Bottini e Roberto Podval,Vorcaro colaborou com as investigações do caso Master “de forma transparente desde o início”. “A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”,registraram em nota.