Contate-nos
Notícias do hotel

Prefeitura de São Paulo propõe limite de velocidade para bicicletas elétricas e autopropelidos

May 26, 2026 IDOPRESS

Sob os arcos iluminados da Avenida Paulista,ciclistas avançam com atenção redobrada pela ciclofaixa transformada em corredor de selfies — Foto: Edilson Dantas / O Globo

RESUMO

Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você

GERADO EM: 25/05/2026 - 20:19

São Paulo propõe limitar velocidade de bikes elétricas em ciclovias

A Prefeitura de São Paulo propôs limitar a velocidade de bicicletas elétricas a 20 km/h em ciclovias,proibir seu uso em vias expressas e áreas compartilhadas. Especialistas apoiam,mas alertam para a necessidade de fiscalização e melhor infraestrutura. A proposta,em consulta pública,visa reduzir conflitos nas ciclofaixas,onde o uso desses veículos cresceu significativamente.

O Irineu é a iniciativa do GLOBO para oferecer aplicações de inteligência artificial aos leitores. Toda a produção de conteúdo com o uso do Irineu é supervisionada por jornalistas.

CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO

Em meio à popularização de bicicletas elétricas e veículos autopropelidos,a Prefeitura de São Paulo estuda regulamentar o uso dos equipamentos,a exemplo do que fizeram recentemente capitais como o Rio de Janeiro. Uma minuta elaborada pela Secretaria municipal de Mobilidade e Trânsito propõe que os veículos trafeguem a no máximo 20km/h em cilclofaixas e ciclovias,além da proibição de circulação em vias rápidas ou sem acostamento ou faixa para tráfego cicloviário,como as marginais e o Corredor Norte-Sul.

Tragédia: homem morre após ter carro partido ao meio em colisão com carreta na BR 116Atestado de óbito: fisiculturista Gabriel Ganley morreu por cardiomiopatia hipertrófica

As sugestões,colocadas em consulta pública no último domingo,são vistas com bons olhos por especialistas. Eles avaliam,no entanto,que as medidas em pauta ainda não equacionam problemas como infraestrutura e dificuldades de fiscalização. O texto poderá sofrer mudanças após o resultado da consulta,que ficará aberta à população por 15 dias.

Segundo a resolução,o limite de 20km/h será imposto em ciclovias e ciclofaixas junto a vias com limite de até 40km/h para carros. Já nas pistas com velocidade máxima de até 50km/h onde não houver o espaço exclusivo,as bicicletas podem circular junto ao bordo da via obedecendo a regulamentação de velocidade local.

O documento também prevê que as bikes elétricas e os autopropelidos ficarão proibidos de circular em calçadas e áreas compartilhadas entre pedestres e bicicletas. A proposta abre exceção apenas para equipamentos similares a cadeiras de rodas usadas por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

Continuar Lendo

Disputa silenciosa

A sugestão do poder público surge em meio a uma “disputa silenciosa” nas ciclofaixas da cidade. Com o aumento no número dos “primos motorizados” das bicicletas tradicionais,seja por lazer,esporte ou trabalho,as pistas exclusivas viraram um território de conflito.

Enquanto os patinetes alugados têm velocidade máxima permitida de 20km/h,e as bicicletas elétricas usadas pelos entregadores alcançam 25km/h — limites impostos pela prefeitura —,os veículos particulares podem chegar a 32km/h sem a necessidade de uma Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Já as bicicletas mecânicas dependem única e exclusivamente da disposição e do ânimo do ciclista para ter algum limite.

Para a vereadora e cicloativista Renata Falzoni (PSB),a regulamentação é necessária,mas ainda carece de detalhamento sobre fiscalização e educação no trânsito:

— A regulamentação da circulação de bicicletas elétricas e autopropelidos é um tema urgente em São Paulo,e a portaria chega após muita pressão. As regras ainda não estão detalhadas,e nosso mandato vai cobrar ajustes para garantir a efetividade das medidas.

Para Falzoni,a adoção do limite de 20km/h nas ciclovias atende parte das demandas discutidas anteriormente com o Executivo. A parlamentar,contudo,questiona alguns pontos da minuta,sobretudo em locais sem infraestrutura cicloviária:

— Qualquer regra será inócua sem uma devida informação ao público em caráter educativo,seguida de fiscalização — acrescenta.

Já o pesquisador em mobilidade urbana Thiago Benicchio avalia que o limite de velocidade proposto pela prefeitura é adequado,mas dificilmente terá efeito sem mudanças estruturais nas ciclovias da cidade.

— A regulamentação do Contran permitiu velocidades muito altas para bicicletas elétricas e autopropelidos,32km/h numa ciclovia é excessivo — pontua o especialista,ponderando que a fiscalização deve enfrentar dificuldades práticas. — Acho difícil que o trabalho vá ser efetivo nesse sentido. Medir velocidade não é simples,e existem outras questões da mobilidade urbana que precisariam de mais atenção da prefeitura.

Benicchio também questiona o veto à circulação em vias expressas sem a oferta de alternativas adequadas:

— Tem um conflito aí,com certeza,mas muitas dessas estruturas são estreitas. Parte desse conflito seria resolvida com a melhoria da infraestrutura,deixando mais espaço para que bicicletas comuns,elétricas e outros veículos possam circular com segurança.

Outras cidades brasileiras também passaram a endurecer as regras para veículos elétricos. No início de abril,por exemplo,a prefeitura do Rio de Janeiro publicou um decreto que regulamenta a circulação de bicicletas elétricas,ciclomotores e patinetes elétricos.

A norma proibiu a circulação desses veículos em vias com velocidade acima de 60km/h,restringiu o uso em calçadas e estabeleceu limites de velocidade em ciclovias,além de prever exigência de capacete,emplacamento e habilitação para ciclomotores. Capitais como Recife,Curitiba,Porto Alegre e Belo Horizonte vêm travando debates semelhantes.