
Agência da Previdência no Rio — Foto: Marcelo Theobald/Agência O Globo
GERADO EM: 14/04/2026 - 20:32
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Atropelado por pesquisas amargas,o governo demitiu o presidente do INSS e atribuiu a iniciativa à lentidão do instituto para reduzir o tamanho da fila de segurados que esperam pelo atendimento de seus pleitos.
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Contem outra,doutores. Em 2023,quando Lula chegou ao Planalto,a fila era de 1,2 milhão de pessoas,e o presidente chamou-a de “vergonhosa”. Em março passado,ela tinha 2,8 milhões de vítimas.
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As pesquisas estão amargas porque o governo não tem uma marca e,para piorar,é ruim de gestão. No caso da fila do INSS,esse defeito da máquina atinge sobretudo o andar de baixo. Estimando que cada segurado irradie seu descontentamento a outras três pessoas,a inépcia atingiu mais de 8 milhões. Durante todo o Lula 3.0 não houve um só dia em que ficou abaixo da “vergonhosa” marca deixada por Bolsonaro. Tudo que o governo ofereceu foram promessas descumpridas.


A primeira delas veio do então ministro Carlos Lupi,prometendo um mutirão para reduzi-la. Com seu palavrório,Lupi disse:
— Estamos criando uma rede integrada para garantir a cidadania de mais de 37 milhões de beneficiários da Previdência. E os sindicatos são parceiros essenciais,pois estão na ponta dialogando e auxiliando os trabalhadores que contribuem para ter a proteção social.
Alguns poucos sindicatos foram “parceiros essenciais” para roubar os aposentados com descontos fraudulentos.
Passados alguns meses,sumiram 224 mil pessoas da fila. Era um truque estatístico,e culparam-se as vítimas. Os segurados que recorriam de uma negativa formariam uma segunda fila. Falso: se as duas filas fossem somadas,o que seria impróprio,a fila única seria de 3,28 milhões.
Em novembro de 2023 foi criado um programa milagroso,o PEFPS,ou Programa de Enfrentamento à Fila da Previdência Social. Os números mostram que,no ano do enfrentamento,a fila cresceu com cerca de 800 mil segurados,para 2,3 milhões de vítimas.
A má gestão da fila foi produzida por uma mistura de onipotência com descaso. O descaso é um velho problema da burocracia. Se a Bolsa cai,afetando o andar de cima,o governo se mobiliza. Se a fila do INSS dobra de tamanho,é falta de sorte das vítimas. Pela sabedoria convencional,elas fazem parte de um tradicional eleitorado cativo de Lula e do PT. Engano,e as pesquisas mostram isso.
Até a tabulação das pesquisas,o problema da fila do INSS foi assunto do andar de baixo. Não há hierarcas de Brasília nessa fila.
Lula completou três anos de governo com a inépcia mostrando seu rosto. Ao fim de 2023,o número era ruim,mas não assustava,pois,de 1,2 milhão,ela cresceu para 1,6 milhão — 2025 foi o ano da ruína,pois ela chegou a 2,3 milhões de segurados.
A troca do presidente do INSS a seis meses da eleição é pura marquetagem para dar a impressão de que o governo olha para o vergonhoso problema. Tripudiando sobre o burocrata demitido,o ministro da Previdência,Wolney Queiroz,foi cruel:
— Ele não atacou o problema central da fila. A fila estava escalando,estava aumentando,sem controle.
Fica combinado assim.
Se até outubro o governo conseguir o melhor resultado de seu mandarinato,ela continuará acima da marca de 1,5 milhão de vítimas.