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Nasa prepara missão inédita para 'salvar' telescópio que perde altitude e pode cair na Terra; entenda

Jun 27, 2026 IDOPRESS

O satélite robótico de manutenção LINK,da Katalyst Space,aguarda sua integração ao foguete Pegasus XL,da Northrop Grumman,em 8 de junho de 2026,nas instalações da Wallops Flight Facility — Foto: NASA/Ron Beard

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GERADO EM: 26/06/2026 - 10:07

Nasa planeja missão para salvar telescópio Swift de queda iminente

A Nasa planeja uma missão robótica inédita para resgatar o telescópio Swift,que perde altitude devido ao aumento do arrasto atmosférico. Lançado em 2004,o observatório especializado em explosões de raios gama corre o risco de cair na Terra. A missão Swift Boost,desenvolvida pela Katalyst Space Technologies,usará a espaçonave Link para elevar a órbita do Swift,demonstrando novas tecnologias de manutenção espacial.

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Um telescópio espacial da Nasa lançado há mais de duas décadas está no centro de uma operação que pode abrir caminho para uma nova era na exploração espacial. A agência americana prepara uma missão robótica para elevar a órbita do observatório Neil Gehrels Swift,que vem perdendo altitude por causa do aumento do arrasto atmosférico e corre o risco de reentrar na atmosfera terrestre nos próximos anos.

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Especializado em detectar explosões de raios gama — fenômenos considerados entre os mais violentos do Universo —,o Swift foi lançado em novembro de 2004 e continua produzindo dados científicos relevantes. No entanto,a intensificação da atividade solar fez com que a atmosfera superior da Terra se expandisse,aumentando o atrito sobre o satélite e acelerando sua queda gradual.

Conheça os 10 novos astronautas da NASA

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Ben Bailey,38 anos – Oficial do Exército dos EUA,piloto de testes de helicópteros Black Hawk e Chinook,com mais de 2 mil horas de voo — Foto: NASA

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Lauren Edgar,40 anos – Geóloga,pesquisadora da Nasa em missões de Marte e integrante da equipe científica da missão Artemis III — Foto: NASA

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Adam Fuhrmann,35 anos – Major da Força Aérea,piloto de testes de caças F-16 e F-35,com experiência em operações de combate — Foto: NASA

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Cameron Jones,engenheiro aeroespacial e piloto de testes do F-22 Raptor. — Foto: NASA

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Yuri Kubo,40 anos – Engenheiro elétrico,com passagens pela SpaceX,onde foi diretor de lançamentos do Falcon 9 e de programas de satélites. — Foto: NASA

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Rebecca Lawler,38 anos – Ex-comandante da Marinha e piloto de testes,atuou também como “caçadora de furacões” em voos da NOAA — Foto: NASA

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Anna Menon,39 anos – Engenheira biomédica,já voou ao espaço em 2024 como integrante da missão privada Polaris Dawn,da SpaceX — Foto: NASA

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Imelda Muller,34 anos – Médica anestesiologista,ex-oficial da Marinha,com experiência em medicina subaquática e apoio a treinamentos de mergulho da Nasa. — Foto: NASA

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Erin Overcash,34 anos – Piloto de caça F/A-18 da Marinha,com experiência em pousos em porta-aviões e passagem pelo programa olímpico de rúgbi da força. — Foto: NASA

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Katherine Spies,43 anos – Ex-piloto de helicópteros de ataque dos Fuzileiros Navais,atuava como diretora de engenharia de testes de voo na indústria aeroespacial. — Foto: NASA

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Dez novos selecionados iniciarão treinamento de dois anos; seis são mulheres,e uma delas já voou em missão privada da SpaceX.

Sem um sistema próprio de propulsão capaz de corrigir a órbita,o observatório depende de uma solução inédita: ser capturado por outra espaçonave e impulsionado para uma altitude mais elevada.

Para isso,a Nasa selecionou a empresa americana Katalyst Space Technologies para desenvolver a missão Swift Boost. O plano prevê o lançamento da espaçonave robótica Link,projetada para se aproximar autonomamente do telescópio,realizar sua captura e utilizar seus próprios propulsores para reposicioná-lo em uma órbita mais segura,prolongando sua vida operacional.

A operação é considerada especialmente complexa porque o Swift jamais foi concebido para receber manutenção em órbita. Diferentemente de equipamentos modernos,ele não possui portas de acoplamento ou interfaces destinadas a esse tipo de intervenção,exigindo que a espaçonave de resgate utilize mecanismos específicos para agarrar sua estrutura com segurança.

Além de preservar um observatório ainda ativo,a missão servirá como demonstração tecnológica para futuros serviços de manutenção espacial. A capacidade de reparar,rebocar ou reposicionar satélites em órbita é vista por especialistas como uma das áreas mais promissoras do setor espacial,com potencial para reduzir custos e ampliar significativamente a vida útil de equipamentos científicos e comerciais.

Segundo a Nasa,o desenvolvimento acelerado da missão também representa uma oportunidade de testar novas tecnologias de aproximação e captura robótica em um cenário real. Caso seja bem-sucedida,a operação poderá servir de modelo para intervenções semelhantes em outros satélites que não foram originalmente projetados para receber assistência em órbita.

A expectativa é que a Link seja lançada a bordo de um foguete Pegasus XL,em uma missão prevista para ocorrer ainda este ano. Após alcançar o Swift,a nave executará uma série de manobras de precisão antes de elevar gradualmente sua órbita,reduzindo os efeitos do arrasto atmosférico e permitindo que o telescópio continue observando explosões de raios gama,buracos negros,supernovas e outros fenômenos extremos do cosmos.