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'Sempre gostei de escrever sobre amor': Com duas sessões esgotadas no Rio, Carol Biazin Rio retoma turnê acústica de 'pop orgânico'

Jun 4, 2026 IDOPRESS

A cantora Carol Biazin — Foto: Divulgação

Após lotar teatros pelo Brasil,Carol Biazin retoma a turnê acústica “nem tão pouco assim”,que passou pelo Teatro Riachuelo Rio. As duas sessões cariocas,realizadas na terça-feira,dia 2 de junho,e ontem,já estavam esgotadas desde antes da artista chegar à Cidade Maravilhosa. O espetáculo,que rodou o país em 2025 com a proposta de uma atmosfera intimista,segue em uma nova etapa de shows pelo país.

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Na primeira temporada,Carol percorreu cinco capitais: São Paulo,Porto Alegre,Curitiba,Belo Horizonte e Rio de Janeiro. Em São Paulo,a estreia no Teatro Gazeta teve ingressos esgotados em apenas 20 minutos,o que levou à abertura de uma sessão extra e consolidou a iniciativa 'unplugged' surgida do desejo de aproximação,escuta e reconexão com o público que acompanha a artista também pelos fones de ouvido.

Carol Biazin — Foto: Divulgação

No repertório,Biazin revisita sucessos da carreira em novos arranjos. O show busca evidenciar seu lado 'multi-instrumentista' e valorizar interpretações mais próximas do público. Em cena,as músicas ganham novos contornos,reforçando a carga emocional das letras. Às vésperas da apresentação desta terça-feira,Carol disse a O GLOBO que tocar no Rio tem um peso especial em sua trajetória.

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— Eu sempre fico muito ansiosa pra tocar no Rio. É um público que sempre me recebe muito bem — afirma a cantora de 29 anos — Já me apresentei na cidade com shows de vários formatos e em todos foi como se estivesse aqui pela primeira vez.

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O formato mais privado também tem funcionado como uma espécie de retrospectiva da carreira. Carol lembra que começou a se aproximar do público por meio de covers,especialmente depois de participar do “The Voice”,e que sua trajetória foi evoluindo progressivamente a partir disso. Belém,por exemplo,foi uma das primeiras cidades por onde passou ainda como artista independente. Na nova etapa,voltou à capital paraense com duas sessões esgotadas.

Carol Biazin — Foto: Rafael Paiva

— O acústico traz exatamente essa sensação nostálgica de ir para onde tudo começou. Belém foi uma das primeiras cidades que eu passei. Eu ainda não tinha gravadora e lembro que tinha poucas pessoas ali para me ver,mas essas pessoas estavam todas na mesma intensidade que existe hoje — recorda a cantora — Retornar para lá foi muito bonito mesmo. Chorei a beça.

O(s) universo(s) de Carol Biazin

Nos últimos trabalhos,Carol tem ampliado o campo de experimentação. A cantora já lançou parcerias com nomes como o pagodeiro Dilsinho,a rapper Ebony e o sertanejo Léo Foguete,além de projetos embalados por conjuntos de orquestra. Para ela,a colaboração com artistas de diferentes gêneros é uma forma de levar outros universos para dentro da própria identidade musical.

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— Sempre me vi com um artista muito curioso,que gosta de experimentar,e toda vez que eu penso em colaborar com alguém eu sempre vejo muito aquela pessoa,entro um pouco no mundo dela — afirma — quando eu trabalhei com o Dilsinho,foi exatamente essa ideia de trazer o pagode,que é a linguagem dele,para dentro de um universo mais meu,de brincar mais com o urbano,com R&B,com pop. Isso é uma coisa que eu amo fazer e quero poder explorar isso na minha carreira.

Autora de obras como "Amor Traumatizado","Te Amo Sem Culpa" e "Ligações de Alma",Biazin coloca as relações afetivas e os sentimentos a dois como temas centrais em sua trajetória. Carol afirma que parte da própria vivência para compor,mas vê as músicas ganharem novos sentidos quando chegam ao público.

— Eu sempre gostei muito de escrever sobre amor,sobre o meu jeito de enxergar o mundo. Acho que,no final das contas,quando a minha história vai para o mundo,ela vira a história de outras pessoas,com as suas próprias interpretações,suas próprias vivências

Indicada ao Grammy Latino 2025 por “No Escuro,Quem É Você?”,na categoria “Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa”,Carol também vai se apresentar na edição portuguesa do Rock in Rio. A artista fará show no Rock in Rio Lisboa no dia 20 de junho,na mesma noite de Katy Perry. Pedro Sampaio,Alok e Calema também estão confirmados.

Ela diz que sempre teve vontade de explorar o mercado internacional,mas afirma que o foco principal ainda é ampliar sua presença no Brasil.

— Eu cresci com muitas referências internacionais,então é óbvio que eu sempre sonhei muito com levar a minha carreira a outros países. A indicação ao Latin Grammy,tocar no Rock in Rio,não só aqui do Brasil,mas no Rock in Rio Lisboa também foram passos para poder chegar lá — revela — Obviamente este não é,hoje,o meu foco principal,porque eu ainda preciso focar muito aqui. Tenho muitos lugares ainda para acessar.

Para Carol,o pop brasileiro vive um momento em que a narrativa artística e a vulnerabilidade ganham mais força do que a performance grandiosa associada historicamente ao gênero.

— Acho que o pop exige muita singularidade do artista,e eu vejo hoje o pop podendo ser orgânico,A performance,sempre foi um aspecto importante do gênero,mas sinto que hoje o ponto principal é a narrativa artística do artista: sobre o que ele canta e como que as pessoas se identificam com ele.

Depois do Rio,a turnê “nem tão pouco assim” segue para Curitiba,no dia 5 de junho,e Londrina,no dia 7. Ainda estão previstas apresentações em São Luís,Teresina,Campinas,Florianópolis,Blumenau,Goiânia,Vitória,Ribeirão Preto,Joinville,Pelotas e Novo Hamburgo.