Contate-nos
Notícias de destino

Após declarações de Bôscoli, César Camargo Mariano diz que 'jamais houve abandono'

May 7, 2026 IDOPRESS
A cantora Elis Regina,em 1973 — Foto: Paulo Moreira A polêmica em torno da remixagem digital do álbum “Elis” (1973),de Elis Regina,ganhou um novo capítulo após declarações de João Marcelo B

A cantora Elis Regina,em 1973 — Foto: Paulo Moreira

A polêmica em torno da remixagem digital do álbum “Elis” (1973),de Elis Regina,ganhou um novo capítulo após declarações de João Marcelo Bôscoli sobre sua relação com o ex-padrasto,o maestro e arranjador César Camargo Mariano. Ao comentar o episódio,Bôscoli afirmou ter se sentido abandonado após a morte da mãe — versão agora contestada pelo maestro,por meio de sua advogada,Deborah Sztajnberg.

“Nunca houve abandono de nenhuma criança. Ao tempo do falecimento de sua mãe,Bôscoli ficou com seus irmãos,acompanhado de babá,avós,tio e sua esposa,por semanas,até que o maestro,que morava no Rio,conseguisse se relocar para São Paulo,escreveu. “Inicialmente,foi morar com o tio e,dos 13 anos até a maturidade,também por sua vontade,passou a viver com seus irmãos.”

Ex-marido de Elis e um dos principais parceiros artísticos da cantora nos anos 1970 e 1980,Mariano foi diretor musical,arranjador e pianista do disco original,que inclui clássicos como “Folhas secas” e “É com esse que eu vou”.

A defesa do maestro também criticou o tom das declarações:

“É uma lástima que,a pretexto de ofender e colocar a opinião pública contra o maestro,se construa uma falsa narrativa de abandono. As declarações demonstram ausência de argumentos para uma questão técnico-musical,puramente jurídica e de direitos,e não se coadunam com falácias criadas para desviar o foco do real motivo dos questionamentos sobre o álbum ‘Elis 1973’.”

Continuar Lendo

A controvérsia em torno da nova versão do álbum começou em março. Na época,César Camargo Mariano criticou a remixagem e remasterização do trabalho — produzidas por Bôscoli em parceria com o engenheiro de som Ricardo Camera — afirmando que escolhas artísticas feitas à época teriam sido desconsideradas. O maestro chegou a notificar a gravadora Universal Music,alegando que a nova versão não poderia ter sido autorizada sem sua participação.

“O disco foi verdadeiramente mutilado”,disse.