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Conteúdo adulto não é só para solteiros: entenda quem consome e como

Aug 12, 2026 IDOPRESS

Conteúdo adulto: solteiros não são os únicos consumidores; entenda o comportamento — Foto: Magnific

O consumo de conteúdo adulto costuma ser associado à solteirice,mas também faz parte da vida íntima de pessoas que namoram ou são casadas. Em alguns casos,aparece como um hábito individual; em outros,é compartilhado pelo casal. A frequência,os limites e a maneira como esse conteúdo é incorporado ao cotidiano variam de acordo com a dinâmica de cada dupla.

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O tema ganha espaço com a chegada do Dia dos Solteiros,celebrado em 15 de agosto no Brasil. No mercado de plataformas de conteúdo por assinatura,dados de uma empresa do setor apontam para um público mais diverso do que a imagem tradicional do homem solteiro como principal consumidor desse tipo de conteúdo.

"Ainda existe a ideia de que o consumidor é necessariamente um homem solteiro. O que vemos é mais diverso: há solteiros,casados,pessoas em relacionamentos e até casais que consomem juntos. O que muda é a maneira como esse conteúdo entra na vida íntima de cada um",explica Kellerson Kurtz,diretor de negócios da FatalFans.

Fora do mercado,a literatura acadêmica ajuda a ampliar essa perspectiva. Um estudo publicado no Archives of Sexual Behavior,com 404 jovens adultos,investigou as expectativas dos participantes sobre o consumo de pornografia em relacionamentos. Entre os entrevistados,70,8% dos homens e 45,5% das mulheres relataram situações em que consideravam aceitável esse consumo dentro de uma relação,sozinhos ou acompanhados pelo parceiro.

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Os números,no entanto,não indicam quantas dessas pessoas efetivamente consumiam pornografia. A pesquisa avaliou em quais circunstâncias os participantes consideravam esse comportamento aceitável dentro de um relacionamento. A distinção é importante,já que uma expectativa sobre o que seria aceitável não necessariamente corresponde a uma prática.

A presença feminina é outro aspecto desse cenário. Mulheres também estão entre as assinantes e acompanham criadores de forma ativa. Como os dados disponíveis vêm da base da própria empresa,não permitem dimensionar o comportamento das brasileiras de maneira geral,mas ajudam a mostrar que o público desse tipo de serviço é mais diverso do que a imagem tradicional.

"Existe uma mulher consumidora que durante muito tempo ficou invisível nessa discussão. É um público menor,mas está presente. Quando olhamos para esse comportamento,duas ideias antigas começam a cair: conteúdo adulto não é exclusivo de solteiros e também não é exclusivamente masculino",afirma Kurtz.

Mais do que o estado civil,o contexto em que esse conteúdo aparece na vida de cada pessoa é um dos pontos centrais da discussão. Entre solteiros,namorados e casados,as formas de consumo podem variar,assim como os limites e acordos estabelecidos por cada casal.