
Bancos aumentam financiamento para combustíveis fósseis em 2025,alertam organizações — Foto: Reprodução
GERADO EM: 09/06/2026 - 03:27
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Os maiores bancos do mundo forneceram mais de US$ 900 bilhões (cerca de R$ 4,67 trilhões) em financiamento para combustíveis fósseis no ano passado,um aumento de 8% em relação ao ano anterior,revelou um consórcio de ONGs nesta terça-feira. Desde o Acordo de Paris de 2015,que visa limitar o aquecimento global a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais,bilhões de dólares em empréstimos,emissões de ações e títulos foram destinados a empresas de petróleo,gás e carvão,de acordo com a última edição do relatório "Banking on Climate Chaos" ("Financiando o Caos Climático",em tradução livre).
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Os 65 bancos estudados alocaram US$ 906 bilhões para várias formas de apoio financeiro a combustíveis fósseis no ano passado. No entanto,o aumento anual foi menos expressivo do que em 2024. Três em cada cinco bancos aumentaram seu financiamento para o setor,segundo os autores do relatório.
O JPMorgan Chase,com sede nos EUA,é o principal financiador de combustíveis fósseis,tendo investido US$ 58,2 bilhões (cerca de R$ 302 bilhões) no ano passado,superando seu compatriota Bank of America e o japonês Mitsubishi UFJ,segundo um relatório de oito ONG's,incluindo a Rainforest Action Network,a Reclaim Finance e a Urgewald.


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Ambientalistas e indígenas participam de protesto contra leilão da ANP,que acontece no Rio de Janeiro — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo


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Certame vai licitar 172 blocos para exploração de petróleo,dos quais 63 na Marqem Equatorial — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo
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Ativistas são contra o leilão pois temem danos à biodiversidade na região

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Um grupo de mais de 200 manifestantes protestou contra a realização do leilão de blocos de petróleo realizado pela ANP,em um hotel na Barra da Tijuca,no Rio de Janeiro - Foto: Guito Moreto
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Indígenas participaram do protesto contra leilão da ANP. Diversas organizações entraram com ações na Justiça para tentar suspender o leilão — Foto: Guito Moreto/Agência O Globo

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Entre os organizadores do protesto de hoje estão o Instituto Internacional Arayara,Sindipetro-RJ,Sindipesca,representantes de comunidades de localidades nas áreas dos blocos ofertados no certame,como Fernando de Noronha e Amapá - Foto: Guito Moreto
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Certame vai oferecer 172 blocos,dos quais 63 ficam na Margem Equatorial,considerada a nova fronteira do setor
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O estudo se baseia em dados publicados diretamente pelas empresas ou por provedores especializados,bem como pela agência de notícias financeiras Bloomberg.
O ano de 2025 marcou o fim das atividades da Net-Zero Banking Alliance (NZBA),um programa da ONU voltado para a neutralidade de carbono no setor bancário,prejudicado por um ambiente menos favorável à proteção climática na Europa e nos Estados Unidos.